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Um dia com Claret
Apesar da chuva e do frio, no dia 25 de Janeiro, reuniram-se no salão
polivalente da paróquia de Pedroso cerca de 120 jovens para, dar início à
celebração do encerramento do bicentenário do nascimento de Santo António
Maria Claret. O objectivo era dar graças a Deus por este dom imenso que foi
a vida de Claret, conhecer ainda mais o seu «espírito», que está vivo e
presente em todos aqueles que fazem parte da Família Claretiana, e deixar-se
interpelar pela forma como a sua experiência de Deus, deu sentido à sua vida
e o comprometeu na construção de um mundo marcado pela ternura de Deus.
Depois do momento de acolhimento inicial, onde contamos com a presença e as
palavras do Pe. Artur Teixeira – Superior Provincial dos Missionários
Claretianos – começamos a «caminhada» inspirados em Claret.
Primeira etapa «O meu nome»
Na primeira etapa, o desafio era re-descobrir o «nosso nome». Na Sagrada
Escritura conhecer o nome de uma pessoa significa conhecer a sua identidade
mais profunda. Quando Deus dá um nome a uma pessoa entrega-lhe uma nova
identidade e uma nova missão. Dito de outro modo, no novo nome está
«escondido» em gérmen a missão a identidade mais profunda que Deus oferece
aos que chama e nomeia. Claret na sua autobiografia revela-nos o nome
secreto, escondido que define realmente a sua identidade mais profunda, a
sua missão: Maria. Depois, explicou o porquê da sua escolha: «... porque
Maria é a minha mãe, a minha madrinha, a minha mestra, a minha directora e o
meu Tudo depois de Jesus». Enquanto caminhamos, em silêncio, fomos
reflectindo sobre a nossa vida, à luz da nossa experiência de Deus,
procurando encontrar o nosso «nome».
Segunda etapa: «Os mistérios da minha vida: um rosário feito oração»
Chegou o momento da partilha. No pequeno grupo partilhamos os mistérios da
presença de Deus nas nossas vidas e, por intermédio de Maria, fomos elevando
ao Senhor as nossas preces por cada uma das pessoas que formavam o grupo de
caminhada. Entretanto, com o fio que recebemos, fomos construindo com nós um
pequeno «rosário». Chegados ao colégio dos carvalhos recebemos uma pedra
para podermos escrever o nosso nome… «Ao que sair vencedor, dar-lhe-ei a
comer do maná escondido e dar-lhe-ei também uma pedra branca; na pedra
branca estará gravado um novo nome que ninguém conhece, a não ser o que a
recebe» (Ap 2, 17).
Terceira etapa: «Em silêncio com Maria»
Na capela do colégio, em pequenos grupos, bem perto do sacrário e da imagem
de Maria, tivemos um momento de intimidade para em oração agradecer o
testemunho de fé de Claret e a tomada de consciência da presença amorosa de
Deus nas nossas vidas. Por fim todos juntos, demos graças cantando o
magnificat.
Quarta etapa: «Como pão que dá vida»
Num grande salão, devidamente preparado para «partilhar o pão», foi
proclamada a Palavra de Deus. Lembramos algumas cenas do Evangelho em que
Jesus oferecia o seu tempo, todas as suas energias, a sua vida «como pão que
dá vida» e também a vida de Claret e de outras pessoas que nos são próximas
e sabem dar-se, interessam-se pelos outros, entregam o que são e o que têm,
com a mesma simplicidade com que se dá um pedaço de pão… «Partimos o pão» e
uma vez mais deixamo-nos interpelar por Jesus: Que responderias a Jesus se
neste momento Ele te perguntasse: «Queres partilhar comigo esta tarefa de
consolar e sarar as feridas? Estás disposto a oferecer também a tua vida,
juntamente com a Minha, "como pão que se partilha"»? Depois de um momento de
silêncio cada um partilhou com o companheiro do lado a resposta a estas
questões, abençoamos a mesa e partilhamos a nossa merenda.
Quinta etapa:
«Nascidos para evangelizar como Claret»
À tarde dividimo-nos em três grandes grupos e fomos «rodando» por três
ateliês que inspirados na vida de Claret nos desafiavam para a missão. Em
cuba vimos Claret atento à realidade e a evangelizar procurando alternativas
para os problemas daquela sociedade. Com a Filiação Cordimariana descobrimos
a dimensão profética de Claret e fomos desafiados a encarnar no mundo a
ternura do Coração de Maria; com a Procuradoria das Missões descobrimos como
o espírito de Claret continua vivo e presente em muitos lugares do mundo,
através da família claretiana, e fomos desafiados a participar.
Sexta etapa: «liturgia eucarística»
Por fim, reunidos no santuário do Coração de Maria, terminamos este dia de
acção de graças com a liturgia eucarística. Demos graças a Deus e
agradecidos sentimo-nos também nós impelidos a ser anunciadores do Evangelho
ao estilo de Claret.
Agradecemos a todos aqueles que tornaram possível esta experiência.
P. Carlos Candeias, cmf |