Ano Paulino
Apresentação

 


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A escultura de S. Paulo à entrada
da Basílica Extramuros



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No passado dia 1 de Julho celebrei o 36.º aniversário da Ordenação. Foi o fim de um período da minha vida marcado pela acção apostólica em várias actividades como missões nas ilhas de S. Tomé e do Príncipe e Angola, a paroquialidade nas dioceses de Lisboa e Porto, o serviço directo da Palavra, com o Povo de Deus em diferentes Paróquias do Norte ao Sul do País, na Madeira e nos Açores, no Canadá, USA, Islândia, Espanha, no ensino particular e oficial, assim como educação [Palmela, S. Tomé e Colégio dos Carvalhos] e na formação dos seminaristas claretianos.

O dia 17 de Junho passado marcou outra etapa na minha vida pois tomei conhecimento de que teria de começar a fazer hemodiálise, três vezes por semana, durante quatro horas por dia. Fiz a primeira sessão no dia 20.

É uma experiência nova de vida e uma maneira diferente de viver o sacerdócio. Se os primeiros 36 anos, celebrados no passado dia 1 e ligado à máquina, foram marcados pela acção missionário os que Deus quiser que venha a viver serão pautados pelo silêncio e recolhimento, animados pela consciência da limitação, dor e sofrimento, mas identificado com o Cristo Sofredor.

O primeiro trabalho que tentei fazer foi convencer-me que tudo é dom de Deus e, que, nos tempos de não dependência da máquina, poderia ser útil à Igreja e à Congregação de um outro modo.

Foi nesse sentido que aceitei o desafio do Pe. Provincial para traduzir um excelente subsídio claretiano para o ”Ano Paulino”, preparado há já vários anos (1996) pela Equipa de PALAVRA E MISSÃO e que, na altura, foi aproveitado por várias comunidades, colégios e paróquias assim como comunidades religiosas de vários institutos.

Agora, mais do que nunca, poderá ser um manancial formativo para celebramos e viajarmos com S. Paulo e com Santo António Maria Claret.

Dentro das minhas limitações procurarei ter preparado um capítulo por mês e, assim, vivermos melhor o Ano Paulino.

 

1. LEITURA VOCACIONAL DA PALAVRA DE DEUS

Apresentamos um conjunto de subsídios que vão ajudar a fazer uma leitura vocacional das Cartas de S. Paulo. Uma leitura vocacional que nos coloca numa linha de continuidade com a experiência do nosso Fundador, que alimentava a sua espiritualidade e a sua acção apostólica coma leitura e meditação assídua da Palavra de Deus, e que tem por objectivo reanimar em cada um de nós a mística missionária que ele viveu com grande intensidade.

Comecemos por definir os traços mais característicos da Leitura Vocacional Claretiana da Bíblia.

 

 

Poderemos dizer que se trata:

a)     Compromisso diário de leitura da Bíblia do Pe Fundador e a que foi tão fiel.

b)    Superar sempre o nível crítico-textual, e passar a uma leitura “espiritual”: Claret descobria que o texto lhe falava a ele e lhe revelava a sua identidade pessoal, a sua vocação, a sua missão.

c)     Deve ser uma leitura em clave de serviço: uma Palavra ao serviço da qual cada um se coloca e uma Palavra que se serve ou oferece através do “misterium verbi

d)    A leitura claretiana da Bíblia explicita alguns elementos básicos:

·         Tem uma centralidade cristológica

·         Tem uma orientação missionária: faz sobressair Jesus pregador, profeta apóstolo

·         Ilumina a realidade histórica e oferece juízos sobre ela

            e) Uma leitura que deve estar iluminada não só pela vivência de Claret, mas também pela vida e património espiritual da Congregação

 

            Não se trata, evidentemente, de uma definição exaustiva, mas penso que nela ficam reflectidos os pontos que não se podem esquecer no nosso itinerário da leitura bíblica.

 

2. A “LEITURA VOCACIONAL CLARETIANA” NÃO SE REDUZ À “CHAVE CLARETIANA”.

  A leitura metodológica destes textos oferece-nos um guia em quatro chaves: bíblica, claretiana, situacional e existencial. São ajudas para melhor compreender a mensagem da Palavra de Deus hoje e para suscitar uma resposta a partir do carisma claretiano.

Uma leitura em CHAVE CLARETIANA não se consegue pelo simples facto de se ler a CHAVE CLARETIANA ou por se recorrer aos textos de Santo António Maria Claret ou da tradição da Congregação que nela se sugerem.

A leitura vocacional claretiana é a que se faz partindo da “preocupação missionária”, a que procura compreender melhor a mensagem da Palavra para se colocar, aqui e agora, incondicionalmente ao seu serviço. É uma leitura dinâmica. Por isso mesmo vai para além do que se diz em CHAVE CLARETIANA. Supõe ter presente a situação do mundo em que vivemos.

O claretiano aproxima-se da Palavra partindo da sua experiência missionária, para a ela voltar com o coração incendiado e o olhar iluminado pela Palavra lida, meditada, rezada e partilhada. Este ciclo, que parte da vida, vai ao encontro da Palavra e regressa à vida, é fundamental na leitura vocacional que nos propusemos fazer. Não importa se não é unicamente “nosso”; o que é importante é que esteja presente na nossa leitura.

Trata-se, portanto, de uma leitura que vai para além do mero interesse intelectual por melhorar os conhecimentos bíblicos. Também não adequa ao estilo de leitura vocacional claretiana que propomos a leitura que se faz para alimentar uma espiritualidade desligada das preocupações das pessoas, que nos estão confiadas, e dos problemas que o mundo de hoje atravessa. Sejamos claros: uma “leitura vocacional” que não nos inquiete e não nos conduza a uma acção audaciosa que pretenda transformar o mundo, não será certamente claretiana, mesmo que pensemos em Claret e procuremos ligar, cada um dos temas que abordamos, com alguns episódios da sua vida ou com algumas páginas dos seus escritos.

A Palavra de Deus conduziu Claret à descoberta da sua vocação missionária e alimentou uma fecunda e profunda acção apostólica. A MISSÃO é o âmbito em nos devemos colocar para a nossa leitura.

 

3. OS PASSOS DA NOSSA LEITURA

Recordemos os passos da LECTIO DIVINA, passos necessários para que a Palavra de Deus entre nos nossos corações e os inunde com a sua força missionária.

a)     LECTIO: Leitura da Palavra de Deus. É o esforço por procurar o que o texto nos diz. Neste passo ajudam-nos os subsídios que oferece o projecto na “chave bíblica” a nível histórico, literário e teológico. Ler com calma, procurando compreender, abrindo o coração para se deixar afectar

b)    MEDITATIO: É o momento para se perguntar o que me diz o texto. Trata-se de uma aproximação à mensagem religiosa do texto bíblico e de o escutar na situação histórica que se está a viver. Ajudam-nos para isso os subsídios que o projecto oferece em “chave bíblica” a nível teológico, em “chave claretiana” e “situacional”. É o momento da reflexão pausada que assume as situações do mundo, igreja e congregação. Orienta-nos também a experiência do Fundador e todos os materiais que contribuem para clarificar a perspectiva com que, como claretianos, nos situamos perante o mundo. É um exercício a que se deve dedicar tempo suficiente.

c)     ORATIO: É o momento de pedir ao Senhor que nos faça compreender em profundidade a mensagem da Palavra, que no la dê como verdadeiro alimento. É também o momento de apresentar a Deus a nossa resposta. A questão seria: que dizemos a Deus que nos convidou para um diálogo com Ele. É o momento de contar ao Senhor como nos sentimos perante a sua Palavra lida no contexto actual, de lhe apresentar a situação de tantas pessoas e povos que se sentem identificados com os gritos de alegria e dor que a própria Palavra nos transmite, de oferecer ao Senhor a oração que a sua Palavra nos inspira. É, do mesmo modo, o momento de louvor, de acção de graças, de reconhecimento da sua soberania e aceitação da sua autoridade. Finalmente é o momento para pedir que envie sobre nós o seu Espírito, o mesmo que inspirou a Palavra, para que habilite para o anúncio e nos capacite para nos colocarmos com audácia e decisão ao serviço do projecto de fraternidade que nos revela. Para tudo isso pode ajudar-nos a “clave existencial” de cada tema. Tem de se dedicar tempo à “oratio”. A Palavra faz-se presença de Deus e portadora do Espírito. Na “oratio” a Palavra torna-se, para nós, Palavra de Deus.

d)    CONTEMPLATIO: É o momento de fechar o livro e contemplar o que Deus nos manifestou através da sua Palavra. O missionário, alimentado e inspirado pela Palavra, fica capacitado para descobrir e contemplar Deus presente no mundo e na história que, em cada dia, vão escrevendo as pessoas e os povos. Cada um pode reviver no mais profundo do seu coração, saboreando-os, os momentos mais significativos da sua relação com o Pai e sentir-se, novamente, chamado à missão. A “contemplatio” tem também um carácter missionário. 

 

A Leitura vocacional é um processo, um caminho. E, no nosso caso, é um caminho que queremos percorrer comunitariamente. A Palavra, lida, meditada, rezada e contemplada, partilhamo-la. E fazemo-lo porque acreditamos na presença de Deus no meio de nós, sempre que nos reunimos em seu nome; e porque acreditamos que Deus nos fala através dos nossos irmãos. Também porque queremos que seja a Palavra a configurar-nos como comunidade enviada a proclamar o plano de salvação do Pai e a colaborar na transformação do mundo segundo os desígnios do seu coração. O encontro comunitário à volta de cada um dos temas do Projecto PALAVRA-MISSÃO é dos momentos importantes do projecto.  

 

4. ALGUMAS INDICAÇÕES QUE NOS PODEM AJUDAR

Cada grupo de claretianos foi descobrindo o melhor modo de pôr em prática este projecto. As diferentes circunstâncias (ritmo de vida comunitário e de trabalho, situação social do lugar onde se localiza a comunidade, a idade dos membros da comunidade, etc.) foram aconselhando um ou outro modo de realizar o projecto. Apresentamos alguns exemplos a título de sugestão:

a) A maioria das comunidades claretianas seguiu um ritmo mensal na realização deste projecto. Durante o mês cada um dos membros da comunidade foi concretizando os diferentes passos apontados na metodologia do projecto. Aproveitou-se o dia de retiro mensal para pôr em comum as ressonâncias que a Palavra encontrou em cada um e para rever, a partir da própria Palavra, a vida e missão da comunidade. Uma reunião comunitária que não seja devidamente preparada pelo trabalho pessoal de cada um, perde muita força e converte-se, com frequência, em mera discussão sobre temas bíblicos e teológicos. Como já dissemos procura-se algo mais na “leitura vocacional claretiana”. Nalgumas comunidades o responsável por orientar o encontro comunitário preparou, previamente, um guia sobre o tema que foi um apoio substancial para a partilha.

b) Algumas Províncias organizaram, a nível provincial ou por zonas, um curso bíblico no início de cada um dos ciclos. Um perito ajudou os participantes a situar-se no tema proposto para o ciclo. Aproveitou-se, também, estes encontros para partilhar uma análise da situação social, eclesial e congregacional, do momento, e poderem assim captar mais facilmente as características que as definem e localizar de um modo mais realista o itinerário da leitura da Palavra.

c) Uma experiência interessante foi a dos claretianos ou comunidades claretianas que viveram o processo juntamente com leigos. Os leigos, ao princípio, encontraram algumas dificuldades na compreensão dos materiais que o projecto oferece (foram pensados para pessoas com formação bíblica), mas, uma vez superado este primeiro obstáculo, manifestaram grande satisfação por poderem caminhar juntos. A participação dos leigos enriqueceu a nossa experiência do projecto e eles, por sua vez, também se sentiram enriquecidos.

d) Houve também algumas comunidades claretianas que, perante o reduzido número dos seus membros, realizaram o projecto em conjunto. Um maior número de participantes no encontro comunitário alarga a visão do grupo e evita a monotonia, que, por vezes, leva a abandonar completamente o projecto.  

Poderíamos continuar com os exemplos. O importante é seguir o caminho iniciado, com constância e respeito pelo ritmo das pessoas e comunidades.

 

5. CONTINUANDO O CAMINHO

Ao Retomar, neste ano, a parte referente a S. Paulo, continuamos o caminho proposto por PALAVRA E MISSA em 199. Nunca é demais agradecer aos que colaboraram neste trabalho. Mas obrigado, também, a todos quantos dão vida a este projecto. Que o Senhor nos acompanhe neste caminhar com S. Paulo e com Santo António Maria Claret.

                                                                                                                   Lisboa, Julho de 2008

 

 

APÊNDICES:

1. Para citar os livros do Novo Testamento, seguimos as siglas da BIBLIA DE JERUSALÉM, a saber:

Mateus...................... Mt                     Marcos.................. Mc
Lucas...................... Lc                        João.................... Jo
Actos dos Apóstolos........ Act             Romanos................. Rm
Coríntios.................. 1Cor; 2Cor           Gálatas................. Ga
Efésios.................... Ef                       Filipenses.............. Flp
´Colossenses................. Col                 Tessalonicenses....... 1Tss; 2Tss
Timóteo.................... 1Tim; 2Tim          Tito.................... Tt
Filemón.................... Fil                       Hebreus................. Hb
S. Tiago................... Tgo                     Pedro................... 1P; 2P
Epístolas de João....... 1Jo; 2Jo; 3Jo   Judas................... Judas
Apocalipses................ Ap 

 

2. Para nos referirmos aos textos claretianos e congregacionais (aos que são citados com mais frequência), usamos as seguintes siglas:

Autobiografía de S. António M. Claret .................... Aut
Escritos autobiográficos (edición BAC 1981)............... EA
Escritos espirituales (edición BAC 1985).................. EE
Constituciones............................................ CC
A Missão do Claretiano hoje (Capítulo Geral de 1979)......
MCH
O Claretiano em processo de renovação congregacional
                                                           (Capítulo General de 1985)... CPR
Servidores da Palavra (Capítulo General de 1991)........... SP

 

3. Finalmente oferecemos alguma BIBLIOGRAFÍA sobre os temas que iremos abordar e que poderão servir para, de algum modo, actualizar as bibliotecas das comunidades e centros de apostolado:

3.1.Sobre o Novo Testamento em geral

A.GONZALEZ NUÑEZ, La Biblia: los autores, los libros, el mensaje. Ed. Paulinas. Madrid, 1989.

J.E.STAMBAUGH/D.L.BALCH, El Nuevo Testamento en su entorno social. Ed. DDB. Bilbao, 1993.

D.E.AUNE, El Nuevo Testamento en su entorno literario. Ed. DDB. Bilbao, 1993.

G.SANCHEZ MIELGO, Introducción a los escritos del NT. Ed. S. Pío X. Madrid 1995.

A.PIÑERO-J.PELAEZ, El NT. Introducción al estudio de los primeros escritos cristianos. El Almendro. Córdoba, 1996.

 

3.2. Expressamente sobre S. Paulo 

3.2.1. Para uma leitura simples:

S.ZEDDA, Para leer a San Pablo. Sígueme. Salamanca, 1965.

F.AMIOT, Ideas maestras de San Pablo. Sígueme. Salamanca, 1966.

J.HOLZNER, San Pablo. Heraldo de Cristo. Herder. Barcelona, 1967.

D.HILDEBRAND, Saulo. Una doble vida. Herder. Barcelona.

S.BENETTI, Pablo y su mensaje. Ed. Paulinas. Madrid, 1984.

W.TRILLING, Conversaciones con Pablo. Herder. Barcelona, 1985.

J.ESQUERDA BIFET, Pablo hoy. Un nuevo rostro del apóstol. Ed. Paulinas. Madrid, 1985.

J.DRANE, Pablo, su vida y su obra. VD. Estella.

J.M.GONZALEZ RUIZ, El evangelio de Pablo. Sal Terrae. Santander, 1988.

F.PASTOR RAMOS, Los escritos paulinos. Fund. Sta. María. Madrid, 1988.

F.PASTOR RAMOS, Pablo, un seducido por Cristo. Ed. Verbo Divino.

J.COMBLIN, Pablo: trabajo y misión. Sal Terrae. Santander, 1994.

 

3.2.2. Para uma leitura mais fundamentada e para estudo:

L.CERFAUX, Itinerario espiritual de san Pablo. Herder. Barcelona, 1967.

S.SABUGAL, La conversión de San Pablo. Herder. Barcelona, 1976.

E.COTHENET, San Pablo en su tiempo. Ed. V.D., Estella, 1979.

R.BLAZQUEZ (Ed.), Quaere Paulum. Univ. Pont. Salamanca, 1981.

M.CARREZ y otros, Cartas de Pablo y Cartas Católicas. Ed. Cristiandad. Madrid, 1985.

R.E.BROWN, Las iglesias que los apóstoles nos dejaron. DDB. Bilbao, 1986.

G.BORNKAMM, Pablo de Tarso. Sígueme. Salamanca, 1987.

F.PASTOR RAMOS, Los escritos paulinos. Fund. Sta. María. Madrid, 1988.

R.AGUIRRE, La iglesia de Antioquía de Siria. DDB. Bilbao, 1988.

G.BARBAGLIO, Pablo de Tarso y los orígenes cristianos. Sígueme. Sala­manca, 1989.

J.SANCHEZ BOSCH, Nacido a tiempo. Una vida de Pablo, el apóstol. V.D., Estella, 1994.

J.SANCHEZ BOSCH, Escritos paulinos (en prensa). Ed. V.D., Estella, 1996?

M.Y.MACDONALD, Las comunidades paulinas. Sígueme. Salamanca, 1994.

E.ARENS, Asia Menor en tiempos de Pablo, Lucas y Juan. Ed. El Almen­dro. Córdoba, 1995.

J.BECKER, Pablo, el apóstol de los paganos. Sígueme. Salamanca, 1996.

S.VIDAL, Las cartas originales de Pablo. Ed. Trotta. Madrid, 1996

 

3.2.3. Síntese da sua teologia:

J.A.T.ROBINSON, El cuerpo. Estudio de teología paulina. Ariel. Barce­lo­na, 1968.

J.A.FITZMYER, Teología de San Pablo. Cristiandad. Madrid, 1975.

G.EICHHOLZ, El evangelio de Pablo. Sígueme. Salamanca, 1977.

M.LEGIDO, La iglesia del Señor. Un estudio de eclesiología paulina. Univ.­ Pont. Salamanca. 1978.

S.VIDAL, La resurrección de Jesús en las cartas de Pablo. Sígueme. Salamanca, 1982.

M. LEGIDO, Fraternidad en el mundo. Un estudio de eclesiología pauli­na. Sígueme. Salamanca, 1982.

X.LEON-DUFOUR, Jesús y Pablo ante la muerte. Ed.Cristiandad. Madrid, 1982.

J.M.GONZALEZ RUIZ, El mensaje de Pablo. Fund. Sta. María. Madrid, 1988.

F.PASTOR RAMOS, La salvación del hombre en la muerte y resurrección de Cristo. Ensayo de teología paulina. Verbo Divino.  Estella, 1991.

J.M.DIAZ-RODELAS, Pablo y la ley. Verbo Divino. Estella, 1994.

 

3.2.4. Sobre as cartas em particular: 

            A) Tessalonicenses

H.A.EGENOLF, Primera carta a los Tesalonicenses. Ed. Herder. Barcelo­na, 1967.

H.A.EGENOLF, Segunda carta a los Tesalonicenses. Ed. Herder. Barcelo­na, 1970.

L.M.DEWAILLY, La joven iglesia de Tesalónica. Ed.Studium. Madrid, 1971.

H.SCHLIER, El Apóstol y su comunidad. I Tesalonicenses. Ed.Fax. Madrid, 1974.

K.STAAB/N.BROX, Cartas a los Tesalonicenses. Ed. Herder. Barcelona, 1974.

H.SCHUERMANN, Primera carta a los Tesalonicenses. Ed. Herder. Barcelo­na, 1975.

F.MARIN, Evangelio de la esperanza. Evangelio de la unidad.Cartas de S.Pablo a los Tesalonicenses y Filipenses. UPC. Madrid, 1979.

M.TRIMAILLE, La primera carta a los Tesalonicenses. Ed. Verbo Divino. Estella, 1982.

J.A.UBIETA, La iglesia de Tesalónica. DDB. Bilbao, 1988.

 

            B) Coríntios

J.PFEIFER, Cartas primera y segunda a los Corintios. Ed. Sal Terrae. Santander, 1966.

E.WALTER, Primera carta a los Corintios. Ed. Herder. Barcelona, 1971.

K.H.SCHELKLE, Segunda carta a los Corintios. Herder. Barcelona, 1971.

O.KUSS, Cartas a los Corintios. Ed. Herder. Barcelona, 1976.

M.QUESNEL, Las cartas a los Corintios. Ed. V. Divino. Estella, 1978.

M.CARREZ, La segunda carta a los Corintios. Ed. VD. Estella, 1986.

M.CARREZ, La primera carta a los Corintios. Ed. VD. Estella, 1989.

 

            C) Gálatas

J.M.GONZALEZ RUIZ, Epístola de S.Pablo a los Gálatas. Ed. Fax. Madrid, 1971.

G.SCHNEIDER, Carta a los Gálatas. Ed. Herder. Barcelona, 1975.

H.SCHLIER, Carta a los Gálatas. Ed. Sígueme. Salamanca, 1975.

O.KUSS, Carta a los Gálatas. Ed. Herder. Barcelona, 1976.

F.PASTOR RAMOS, La libertad en la carta a los Gálatas. UPC. Ma­drid, 1977.

E.COTHENET, Carta a los Gálatas. Ed. Herder. Barcelona, 1983.

 

            D) Filipenses e Filémon

J.GNILKA, Carta a los Filipenses. Ed. Herder. Barcelona, 1971.

G.FRIEDRICH, Epístolas de la cautividad. Ed. Fax. Madrid, 1972.

K.STAAB/N.BROX, Cartas de la cautividad. Ed. Herder. Barcelona, 1976.

F.MARIN, Evangelio de la esperanza. Evangelio de la unidad. UPC. Madrid, 1979.

S.LEGASSE, La carta a los Filipenses. La carta a Filemón. Ed. V. Divino. Estella, 1981.

 

            E) Romanos

A.NYGREN, La epístola a los Romanos. Ed. Herder. Barcelona, 1969.

J.A.FITZMYER, Carta a los Romanos. Ed. Herder. Barcelona, 1972.

K.KERTELGE, La carta a los Romanos. Ed. Herder. Barcelona, 1973.

O.KUSS, Carta a los Romanos. Ed. Herder. Barcelona, 1976.

J.de GOITIA, La Iglesia de Roma. DDB. Bilbao, 1988.

C.PERROT, La carta a los Romanos. Ed. Verbo Divino. Estella, 1989.

U.WILCKENS, La carta a los Romanos. Ed. Sígueme. Salamanca. Vol.I, 1989. Vol.II. 1992.

 

            F) Colossenses e Efésios

H.CONZELMANN, Epístolas de la cautividad. Ed. Fax. Madrid, 1972.

K.STAAB/N.BROX, Cartas de la cautividad. Ed. Herder. Barcelona, 1974.

M.ZERWICK, Carta a los Efesios. Ed. Herder. Barcelona, 1975.

E.SCHWEIZER, Carta a los Colosenses. Ed. Sígueme. Salamanca, 1987.

E.COTHENET, Las cartas a los colosenses y a los efesios. Ed. Verbo Divino. Estella, 1994.

 

            G) Cartas Pastoraus

J.REUSS, Primera carta a Timoteo. Ed. Herder. Barcelona, 1967.

J.REUSS, Carta a Tito. Ed. Herder. Barcelona, 1968.

J.REUSS, Segunda carta a Timoteo. Ed. Herder. Barcelona, 1970.

J.JEREMIAS, Epístolas a Timoteo y Tito. Ed. Fax. Madrid, 1970.

K.STAAB/N.BROX, Cartas Pastorales. Ed. Herder. Barcelona, 1974.

E.COTHENET, Las cartas pastorales. Ed. V. Divino. Estella, 1991.

 

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