S. Paulo Mestre, Formador e Exortador

 

 

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«...como um pai a seus filhos; nós vos exortávamos, vos encorajávamos e vos conjurávamos a viver de maneira digna de Deus, que vos chama ao seu reino e à sua glória» (1Tes[1] 2, 11-12).

 

1. Algumas premissas gerais:

            - Do Evangelho pregado ao Evangelho explicado: uma catequese[2] onde se ensina aos crentes as riquezas da graça de Cristo, ensinando-os «como caminhar de modo a agradar a Deus» (1Tes 4, 1).

            - «Completarmos o que ainda falta à vossa fé» (1Tes 3, 10). «Para proveito (ajuda) vosso (de todos) e para a alegria da vossa fé» (Fil 1, 25) – juntamente com a fé acreditada (na qual se crê)[3] e a fé vivida[4] – Um nutrimento indispensável, quer seja «leite» (sentimentos de mãe) ou «comida sólida» (sentimentos de pai)[5].

            - «É diante de Deus, em Cristo, que nós falamos. E tudo, caríssimos, para a vossa edificação»[6]. A “oikodomê”: crescimento e consolidação em Cristo[7], ou seja, promoção da autenticidade baptismal nas pessoas singulares e na comunidade.

            - Uma obra de formação que ajude os crentes a avançar no caminho de uma perfeição sempre a seguir[8]. – O método: «Visto que somos colaboradores com ele, exortamo-vos ainda a que não recebais a graça de Deus em vão (em vós)» (2Cor 6, 1). A duração e a finalidade: «até que Cristo seja formado em vós» (Gal 4, 19; cf. 2Cor 3, 18).

            - Após o anúncio do Evangelho no meio dos pagãos, não existe para Paulo uma “diakonía[9]” mais importante do que esta: procurar que o Evangelho se confirme e prospere na existência daqueles que acreditaram nele. A um tal objectivo se orientam as suas Cartas.

            - Envolvimento pessoal: ternura materna[10] e solicitude paterna[11]; solidariedade sentida[12]; palavra e exemplo[13]; sobretudo, o princípio: «nós acreditamos e por isso falamos» (2Cor 4, 13-15; cf. 1, 3ss).

            - Espírito de colaboração e de serviço: «Não tencionamos dominar a vossa fé, mas colaboramos para que tenhais alegria; é pela fé que estais firmes» (2Cor 1, 24; cf. 1Tes 2, 6). «Quanto a nós mesmos, apresentamo-nos como vossos servos por causa de Jesus» (1Cor 4, 5).

 

2. O ministério paulino da “paraklesis”, exortação[14]:

a) Um carisma eclesial específico[15].

            - O critério é, apesar de tudo, o da utilidade[16], que coincide com a edificação[17].

            - São edificados os que são «edifício de Deus» (1Cor 3, 9). Trata-se, pois, de «colaborar com Deus» (3, 9; 2Cor 6, 1), segundo uma graça do próprio Deus[18], na construção de uma obra que é toda de Deus[19], para o bem dos que acreditam[20].

- O ministério-carisma da profecia: o dom falar como crente[21] aos crentes[22] para a sua «edificação, exortação e conforto» (vv. 3-4; cf. Act 15, 32; v. 22). Este carisma da profecia foi tido como o primeiro dos carismas, depois daquele do apostolado[23].

 

b) O modo: edificar exortando e confortando[24]:

- 1Tes 2, 11-12: «Bem sabeis que exortamos cada um de vos como um pai a seus filhos; nós vos exortávamos, vos encorajávamos e vos conjurávamos a viver de maneira digna de Deus que vos chama ao seu Reino e à sua glória». A edificação quer da comunidade como da pessoa individual. É a sua obra mestra autobiográfica.

            - “Parakaleîn” = exortar. Conforme os casos: convidar, solicitar, premer, pedir com insistência; ou então: estimular, confortar, reanimar, encorajar, consolar; ou ainda: advertir; admoestar, endireitar, corrigir, repreender...

            - A linguagem é a do convite insistente e a tentativa prática: exorta-se a um modo de viver, a um comportamento, a uma disposição a promover cada um dentro de si, a procurar certezas interiores, etc.

            - É uma catequese dirigida à inteligência e à vontade, feita para iluminar a mente e mover o coração. Não é a palavra didascálica de um professor que se limita a explicar conceitos e articular doutrinas; é mais o discurso de um «pai» que tenta convencer e cativar, dizendo a verdade do Evangelho com o calor e a participação de quem convida e solicita, admoesta e encoraja  os «filhos» a ele muito caros.

            - Pressupõe-se que tal “paraklesis” queira também instruir[25]; mas é a instrução de um Mestre que quer edificar os crentes exortando e confortando[26].

            - Exortar não é comandar ou prescrever[27], mesmo que à “paraklesis” apostólica não lhe falte a autoridade[28] e o seu conteúdo seja, de facto, normativo: «pois esta é a vontade de Deus[29] a vosso respeito, em Jesus Cristo» (1Tes 5, 18; cf. 4, 3; Rom 12, 2). No entanto, o que Deus quer de nós (norma) coincide objectivamente com aquilo que Deus quer para nós (projecto de graça); e tal «norma-graça de Deus em Jesus Cristo», Paulo pensa ter de a propor às consciências com a linguagem persuasiva e envolvente da exortação, em vez de usar a linguagem distante de comando.

 

c) O conteúdo: sede o que sois; dignidade e coerência.

            - 1Tes 2, 12: «(nós vos exortávamos...) a caminhar de maneira digna daquele Deus que vos está a chamar ao seu Reino e à sua glória».

            - Peripateîn: caminhar, proceder, andar em frente; tese de uma vontade de perfeição revelada e prometida, esperada e desejada[30]. É um «caminhar na novidade da vida» (Rom 6, 4), um «caminhar no Senhor Jesus Cristo»[31] (Col 2, 6), um «caminhar segundo o Espírito, deixando-se guiar pelo Espirito» (Gal 5, 16.18.25).

            - Um empenho de dever, como na terra do exílio[32] e ao mesmo tempo a religiosidade da resposta: à “klesis” (chamamento, iniciativa divina; quando Deus chama, chama a Si a pessoa individual, é uma chamada pessoal: palavra viva de Deus, chamando pelo nome próprio) divina, a que nos dirige em direcção à pátria celeste[33], responde com o empenho de um “paripateîn” (chamado a ser o que se deve ser: a dignidade pessoal, caminhar com o que se é e tem, com uma consciência iluminada e generosa) quotidiano e coerente (empenho, constância; luta, perseverança).

            - Note-se o advérbio “aksíos” = «de maneira digna»[34] (do Evangelho, do Senhor, do chamamento). Uma chamada de atenção para o sentido de identidade-dignidade em Cristo e à deverosa consciência que se acrescenta aos crentes tornados conscientes da grandeza e da riqueza do seu chamamento em Cristo, da sua relação de graça com o Senhor, da esperança gloriosa que lhes é dada[35]. Uma metodologia característica: os crentes são solicitados a abrir-se a critérios de nobreza e de grandeza, respondendo sempre melhor a Deus que «o está chamando ao seu Reino e à sua glória» (1Tes 2, 12). É o compromisso de toda a vida, em coerência, numa atitude de fé e esperança.

- Um ministério doutrinalmente (tanto no modo, como nos conteúdos) empenhativo: é necessária muita catequese para se fazer compreender aos crentes o que agora são em Cristo Jesus, fazendo-os apreciar o que Deus, em Cristo, quer para eles e deles. E é um ministério querido propositadamente persuasivo: os crentes devem deixar-se iluminar e cativar de tanta verdade[36] (convite à vida interior) e honrar a sua dignidade no viver de cada dia. Paulo prefere exortar em vez de comandar, pois é aos poucos que se vai caminhando e dando conta que se cresce, que se deixa atrair e persuadir.

- Alguns exemplos: 1 Tes 4, 3-8; 1Cor 3, 21-23; 6, 19-20; Gal 5, 1; 5, 16-25; Rom 6, 13; 12, 1-2; 14, 7-9; Col 3, 1-4; Ef 4, 30; 5, 1-2; 5, 8-9.

            Perspectivas de fundo: Cristo impresso e expresso. Por outras palavras: o Cristo do qual se é revestido no baptismo[37], se torne efectivamente o vestido novo de um viver novo[38]. A graça é Cristo Jesus.

 

3. Uma formação fundada sobre valores[39]:

            - Exortando os crentes a caminhar de forma digna do seu chamamento baptismal, Paulo, formador, tem o cuidado de promover nas consciências esta motivação primária: agradar a Deus[40] vivendo sempre e fazendo tudo «para a glória de Deus» (1Cor 10, 31; 6, 20; Rom 15, 6; cf. 1Ped 4, 11). É o valor sumamente religioso que o próprio Apóstolo diz seguir sempre[41]. É um aderir com a própria intenção à intenção do próprio Deus, o qual tudo fez em Cristo e tudo faz na graça do Evangelho para «louvor da sua glória» (Fil 2, 11; Rom 11, 36; 15, 16; Ef 1, 6.12.14; 2, 7; 4, 21). É o próprio Cristo Jesus a Glória – imagem-graça de Deus[42]; querer ser agradável a Deus significa empenhar-se a exprimir Cristo e a crescer em Cristo[43], portanto, cada um deve cumprir a própria santificação[44]. O que agrada a Deus é a imagem de Cristo em mim.

            - «Exorto-vos... a oferecer os vossos corpos como uma hóstia viva, santa e agradável a Deus: é este o culto interior que deve ser o vosso[45]» (Rom 12, 1; cf. 1, 9; 15, 16; Fil 3,3), esta é uma linguagem sacerdotal, tornar-se uma oferta para Deus, e Deus aceita a nossa oferta enquanto ela é reflexo da Sua santidade. É-se solicitado a dar a Deus o que é de Deus[46], oferecendo cada um de nós, no seu viver quotidiano, a própria pessoa a Quem se digna de santificá-la para Si[47]. Desde o momento em que se é do Senhor, procure-se viver para o Senhor, como servos que estão atentos ao querer e à glória do seu Senhor[48].

            - Formando os crentes na escola dos valores evangélicos, Paulo tende a exaltar a caridade no dinamismo novo da existência cristã[49]. «Mas a ciência exacta incha (inconsistência); é a caridade que edifica (consistência)» (1Cor 8, 2). «Fazei tudo na caridade» (16, 14). A caridade é «a via melhor de todas» (12, 31). «A caridade não terá mais fim... De todas a maior é a caridade» (13, 8.13). «Mas sobre tudo isso, revesti-vos da caridade, que é o vínculo da perfeição» (Col 3, 14). O primado insubstituível da caridade[50]. De facto, os crentes exprimirão Cristo e serão agradáveis a Deus como filhos quando «caminharem na caridade» (Ef 5, 1.2).

            - É a via mestra da autenticidade cristã. Esta via da caridade pode ser percorrida por todos e acontece na ordinariedade quotidiana[51]. O seu espaço congénito é o da comunidade dos irmãos[52]. À luz da caridade é proposto este valor formativo: afinar-se à mente de Deus e apreciar a grandeza das pequenas coisas; não são requeridas grandes empresas, mas que se seja agradável a Deus segundo a medida do amor vivido e expresso!

            Se não tenho caridade não sou bom filho de Deus, Cristo não é expresso em mim e não sou agradável a Deus.

            Vários carismas, mas a estrada mestra é a caridade (1Cor 12).

            A caridade dos filhos que se amam com amor fraterno que é o vínculo da caridade, quanto mais se for agradável a Deus.

            A caridade informa, estimula, motiva a vida do crente e dá-lhe autenticidade, consistência e verdade. Não é possível viver na caridade sem humildade (Ef 51,2. Quanto mais se viverem os valores do Evangelho, mais se é educado.

            Tornar-se imitador de Deus através das obras de caridade. Imitar Deus no amor. Amar como ama Deus. É um imperativo, mas não pode existir sem o indicativo da graça, do dom: o dom do amor de Cristo, de Deus.

            Sede filhos à pela graça de Cristo à Cristo impresso à amor, como dom.

            (indicativo)

            Deste indicativo surge o imperativo, ao qual S. Paulo exorta, propõe:

            Sede filhos à Cristo expresso à amor, como empenho.

            Caminhando na caridade e exprimindo Cristo.

            Filhos que caminham como filhos no amor, que se oferecerão a Deus em Cristo, como suave sacrifício de agradável odor. Uma oferta que lhe é agradável.

            S. Paulo será sempre fiel a este modo de pensar. Ele propõe, não manda nada, devido ao sentido de responsabilidade e de dignidade, de liberdade.

            A caridade é central e indispensável, fundamental e não pode pertencer apenas a uma elite, não pode ser um dom especial de Deus. Mas é para todos e é a via mestra, um caminho que pode ser percorrido por todos, na ordinariedade da vida quotidiana. Não é como o dom dos outros carismas, deve ser vivida cada dia na fraternidade, na comunhão dos irmãos.

            A caridade é ordinária, quotidiana, concreta. É a via sem a qual eu não posso avançar nos caminhos de Deus.

            A caridade é ser paciente, benigno, não ser invejoso, não odiar,... Estes são os valores que se vivem na ordinariedade quotidiana, como numa casa: a fraternidade. Pressupõe a continuidade de uma relação de irmãos.

 

Pontos principais:

            Paulo, colaborador de Deus, procura edificar, através da exortação. Exorta ensinando e ensina exortando. Isto, porque a sua exortação se dirige à mente e ao coração. Fazendo andar para a frente no caminho de Deus, na peregrinação para o santuário celeste.Diz o que sou e exorta a exprimir o que sou, porque a cada momento se experimenta a debilidade e porque os bens aos quais tendemos ainda não os vemos, pois vemos apenas os bens presentes, por isso exorta. Exprimindo a graça, como filhos, exorta à coerência: «Sede o que sois». Emergem depois os valores, para agradar a Deus, para a gória de Deus. Sacrifícios de suave odor e, sobretudo, a caridade.

 

[1] É a primeira Carta de S. Paulo e o primeiro escrito cristão. Do ano 50. A Carta aos Filipenses é um estímulo ao empenho e à fidelidade.

[2] Uma catequese:

                - Ensinando = fé em que acredita      tudo para a

                - Exortando = fé vivida                       edificação

[3] Rom 10, 9.

[4] Gal 5, 6. Paulo, ensinando a verdade, serve a fé em que acredita; exortando, serve a fé vivida.

[5] Cf. 1Cor 3, 1-2.

[6] 2Cor 12, 19; cf. 4, 14. Quem está diante de Deus está na disposição de agradar a Deus. Esta disposição é manifestada em: beatos os puros de coração. Procuram agradar a Deus que os está vendo. Este agradar a Deus é sempre em Cristo.

[7] cf. Col 2, 6-7; Ef 4, 15-16; Rom 15, 14.

[8] Fil 3, 12.15.16; 1Tes 4, 1.9-10. É necessário tender continuamente à perfeição, sabendo, no entanto, que nunca se é perfeito. Por isso, a perfeição é sempre algo a perseguir. Porque é Cristo quem devo seguir; porque nunca se é suficientemente agradável a Deus. A perfeição, em cada momento, é seguir uma perfeição posterior.(Fil 3, 12). Uma perfeição a seguir através da corrida. É um andar em frente; edificar-se continuamente.

[9] Ministério.

[10] 1Tes 2, 7-8; Gal 4, 19.

[11] 1Tes 2, 11; 1Cor 4, 14-15; Cf. 2Cor 12, 14-15.

[12] Fil 2, 1-2; 4, 1; 1Tes 2, 19-20; 3, 1.5.7.10; 2Cor 11, 28-9.

[13] 1Cor 11,1; Fil 3, 17; 4, 9; 2Tes 3, 7; cf. 1Cor 9, 1ss.

[14] 1Tes 2, 11-12.

[15] Rom 12, 6-8.

[16] 1Cor 12, 7.

[17] 1Cor 14, 5.6.12.17.26; cf. 8, 2; 10, 23.33.

[18] Cf. 1Cor 3, 10; 15, 10; Rom 12, 3.6; 1Ped 4, 10-11.

[19] 1Cor 3, 16-17; 4, 1-2.

[20] 2Cor 1, 24; 4, 5; 10, 8; 13, 10; Fil 1, 25.

[21] 2Cor 4, 13.

[22] 1Cor 14, 22.

[23] 1Cor 12, 28; 14, 1.5.39; Ef 2, 20; 3, 5; 4, 11.

[24] 1Cor 14, 3.

[25] Cf. 1Tim 4, 13; 6, 2.3; 2Tim 4, 2; Tit 1, 9.

[26] 1Cor 14, 3.

[27] Film 8-10.

[28] 2Cor 5, 20; 1Tes 2, 6; 4, 1.2; 2Cor 13, 8.10.

[29] “Thelema”: o que Deus quer; a vontade de Deus em sentido objectivo; o conteúdo do seu querer.

[30] 2Cor 5, 6-7; Fil 3, 12-16.

[31] Jesus é a via, o caminho, devemos radicar-nos nele. Não apenas caminhar, como também correr. Cada passo no caminho é graça de Deus.

[32] 2Cor 5, 6-7.

[33] Cf. Fil 3, 20; 2Tes 2, 14.

[34] Cf. 1Tes 2, 12; Fil 1, 27; Col 1, 10; Ef 4, 1.

[35] Cf. Fil 3, 20; Ef 1, 18; Col 1, 23.27.

[36] Cf. 1Cor 2, 9ss; Col 1, 9; Ef 1,18; Fil 3, 8.12.

[37] Gal 3, 27.

[38] Rom 13, 14; Col 3, 8-10; 3, 12ss; Ef 4, 20-24.

[39] Rom 12, 2; Fil 1, 9-11.

[40] 1Tes 4,1; 2Cor 5, 9; Rom 12, 1.2; Col 1, 10; Ef 5, 10.

[41] 1Tes 2, 3-4; Gal 1, 10; 2Cor 10, 17-18; Fil 1, 20.21.

[42] 2Cor 4, 4-6; Col 1, 15; 3, 10; cf. Heb 1, 3.

[43] 2Cor 3, 18.

[44] 2Cor 7, 1.

[45] Exorta a uma atitude interior que se manifestará e projectará na acção. É um oferecer-se a Deus: um acto de oferta.

[46] Cf. Rom 11, 36.

[47] Cf. 1Cor 3, 16-17; 6, 19-20; 7, 23.

[48] Rom 14, 7-9; 1Cor 3, 23.

[49] A verdade do Evangelho de Deus é Cristo; Paulo exalta o ágape. Não é suficiente saber, é preciso ainda amar.

[50] 1Cor 13, 1-3.

[51] Cf. 1Cor 13, 4-7.

[52] Cf. 1Tes 4, 9-10; 5, 12-14; Gal 5, 13-15; 6, 1-2; Rom 12, 9-16; 14, 19; 15, 1-7; Fil 2, 1-4; Col 3, 12.17; Ef 4, 1-6; 4, 31-32; 5, 1-2; etc.

 

 
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