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No final do ano anterior, esteve entre nós o P. Callistus Joseph,
missionário claretiano, natural do Sri Lanca que, depois de uma
especialização em Pastoral Clínica e Aconselhamento nos Estados Unidos da
América, seguida de um biénio de trabalho juvenil na Alemanha, vai agora
rumo ao Sudão.
Antes, porém, veio a
Portugal e, uma vez em Fátima, bem junto de Nossa Senhora que, desde cedo, o
cativou e que ele aprendeu a amar, quis o P. Joseph permanecer vários dias
em retiro e, dessa forma, preparar-se para o novo desafio. Eis algumas
palavras do seu testemunho, proferidas antes de partir:
«A visão do P. Dimberger, claretiano alemão que gastou a sua vida na Índia,
vai ganhando contornos no Sri Lanca. Os primeiros grupos de jovens
candidatos à Congregação foram formar-se, filosófica e teologicamente, na
Índia e nas Filipinas. Regressaram ao Sri Lanca, no princípio dos anos
noventa. Agradecemos a Deus o moroso, mas crescente florescimento vocacional
que os Claretianos vivem na região.
Fui o terceiro a ser ordenado sacerdote, no Sri Lanca. Aí dediquei-me onze
anos à pastoral com os trabalhadores do cultivo do chá e à formação de novos
missionários. A seguir, convidaram-me para estudar em Chicago. Durante essa
etapa, reafirmei a disponibilidade que já tinha manifestado, quando me
consagrei a Deus para sempre nesta Congregação, de partir para as missões de
África. Até então, os superiores tinham-me pedido que, primeiro, desse o meu
melhor na consolidação da missão do Sri Lança, e foi o que fiz. No fim
destes estudos, desafiaram-me a que aprendesse alemão e fosse trabalhar
pastoralmente com jovens, na Alemanha, adiando a opção “África”. E lá fui.
Todavia, não baixei os braços. Nesses últimos anos, rezava sempre pelo
Sudão, alimentando a expectativa de que, em breve, a presença claretiana
pudesse vir a ser um testemunho de solidariedade e um sinal de esperança
junto daquele povo sofredor. E, eis que um dia, o Superior Geral da
Congregação Claretiana solicitou voluntários para o Sudão, como resposta ao
pedido dos bispos desse país, no sentido de intervirem num projecto
inter-congregacional de desenvolvimento, nas áreas da educação e da saúde.
Eu manifestei-lhe prontamente a minha total disponibilidade. E, fui um dos
dois escolhidos. Yes! O sonho tornou-se realidade. O P. Màxim, de Bangalore,
Índia, foi o outro claretiano afortunado. Eu irei cooperar na formação de
professores, e ele na de enfermeiros.
A situação política, social e religiosa, no Sudão, não está fácil, como
sabem. Daí que a preparação desta missão leve o seu tempo.
Ainda que esteja a ficar um nadinha impaciente, pela demora da partida,
confio em Deus e na protecção da nossa querida Mãe. Conseguem imaginar a
alegria de poder levar o amor de Deus, que arde dentro de mim e me abrasa?
Joseph.»
Desejamos as melhores
felicidades ao P. Joseph, nesta nova etapa de missão. Um pedacinho de mim, e
do que caminhámos juntos, viaja com este jovem missionário, coração de ouro.
Espera-o um mar de desafios e, até, a forte probabilidade de vir a ter uma
superiora, a animar a sua nova comunidade de vida, oração e trabalho.

Caro leitor(a): tu também
podes ser missionário(a), como o Joseph. Queres arriscar? E, se deixares de
pensar no que vais fazer com a tua vida, e pensares, antes, no que Deus pode
fazer com ela?
Se desejas manter as
“Janelas Abertas” com o P. Joseph, podes:
* consultar o nosso site
em
www.mcm.pt, e acompanhar os seus testemunhos;
* enviar-lhe uma mensagem em inglês ou alemão para:
cypjosephcmf@yahoo.com
* tê-lo presente, na tua oração e na eucaristia;
* divulgar este Projecto na família, no grupo, nos movimentos eclesiais;
* partilhar algum dos teus recursos e enviar donativos para:
Procuradoria das Missões Claretianas –
“Projecto Sudão”,
Av. Almirante
Gago Coutinho, n.º 85. 1700-028 Lisboa (Portugal).
Um abraço agradecido,
Manuel
Rodrigues, cmf |