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1. Encontro das Presidências dos Bispos
de países e territórios lusófonos
De dois em dois anos, com a coordenação da Fundação Evangelização e Culturas
(F.E.C.), realiza-se este “encontro”, que já começa a ter tradição nos
países e territórios implicados. Neste ano de 2008, coube a Macau acolher
esta iniciativa. Assim, de 22 a 28 de Setembro foram 12 os Bispos lusófonos
que se fizeram presentes em Macau, no Centro de Convenções da respectiva
Diocese. Presentes igualmente o Pe. José Maia CMF, Presidente da F.E.C.; o
Pe. Ildo Fortes, do Patriarcado de Lisboa e actualmente ao serviço da
Diocese de Mindelo (Cabo Verde); e o Cónego Luis Xavier da Diocese de Macau.
D. José Lai, Bispo de Macau, foi o nosso anfitrião, acolhendo‑nos com
extrema simpatia.
O encontro decorreu num clima de grande fraternidade, com uma boa parte do
tempo dedicado à partilha da realidade das nossas Dioceses: situação social
e eclesial, dificuldades e desafios, possibilidades de colaboração mútua,
etc. Desta partilha e das experiências vividas durante estes dias, resultou
a redacção de um “comunicado final”, onde se procurou recolher o eco das
nossas inquietações, propostas de colaboração mútua, bem como os reflexos
deixados pelas múltiplas experiências vividas.
2.
Visita à China
Certamente que um dos temas que estava muito no coração de todos era “a
Igreja na China”. Num dos dias, o Bispo coadjutor de Hon-Kong, John Tong,
partilhou connosco os seus conhecimentos sobre as dificuldades e projectos
dessa mesma Igreja. Também D. José Lai foi dialogando connosco sobre o mesmo
tema e alguns projectos de apoio levados a efeito a partir de Macau. Mas
marcante foi, sem dúvida, a visita que fizemos a duas comunidades católicas
na China. Aí nos apercebemos do esforço que a comunidade cristã faz para
manter viva a sua fé, apesar da pobreza em que vivem e de dificuldades de
vária ordem, sobretudo no que se refere à liberdade de movimentos e à
escassez de material catequético e formativo. Por parte das autoridades
chinesas nota-se alguma vontade de caminhar para uma maior abertura à acção
da Igreja no desempenho dos seus trabalhos de evangelização e de acção
social.
3.
Os claretianos em Macau e na China
Desde o princípio do encontro, manifestei vontade em contactar a comunidade
claretiana presente em Macau. Esse desejo concretizou-se quando o Pe.
Alberto Rossa CMF fez o favor de nos convidar, a mim e ao Pe. Maia, a
visitarmos as instalações que eles ocupam neste território. Trata-se de dois
pequenos apartamentos, na parte velha da cidade, com um deles a servir para
alojamento e outro para os trabalhos editoriais que aqui levam a cabo. De
facto o trabalho dos claretianos nesta região centra-se sobretudo na
concepção e edição de materiais formativos, a maior parte em chinês e algum
em inglês. Destaca-se a edição em chinês da Bíblia Pastoral, do Diário
bíblico, de cursos bíblicos através da internet, etc. Do outro lado do rio,
já em território da República Popular da China, possuímos também um
apartamento. Isto permite uma entrada fácil na grande nação chinesa e uma
divulgação mais conseguida dos materiais que editamos.
Desde o início da nossa nova presença na China que se procurou ter boas
relações com as autoridades governativas. Como consequência, tem sido
possível estar presentes no Seminário de Pequim a dar aulas, a entrada de
livros para as bibliotecas dos vários Seminários, e toda uma série de acções
evangelizadoras de grande significado.
A comunidade de Macau não deixa de ser “sui generis”. Composta por três
membros poucas são as vezes que estão juntos, devido ao tipo de trabalhos
que desenvolvem e à dispersão de lugares onde procuram actuar. O Pe. Alberto
Rossa lançou-nos um desafio: não seria possível haver um missionário
português a integrar esta comunidade? Poderia ser uma pessoa que ficasse
mais por Macau, colaborando com a Diocese no trabalho de animação da
comunidade de fala portuguesa presente neste território. Poderia ser assim
uma presença mais permanente na comunidade e a resposta a um pedido várias
vezes reiterado pelo Bispo de Macau de um sacerdote que se dedicasse
especialmente ao acompanhamento da comunidade lusófona. Fica o desafio,
embora saiba que a resposta não é nada fácil!
+ Manuel
António Mendes dos Santos CMF
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