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Dar Es Salaam, Tanzânia, 19-23 de Agosto de 2008
1. Uma cordial saudação a todos os nossos Missionários. Folgamos de entrar
em ligação convosco no termo do VII Encontro Missionário Claretiano da
África, celebrado em Dar Es Salaam, de 19 a 23 de Agosto de 2008. No último
dia encerrou-se também solenemente o Bicentenário do nascimento de Santo
António Maria Claret. “Chamados a evangelizar a África” foi a divisa do
Encontro.
2. Registámos a presença de 42 Missionários Claretianos, presididos pelo
Rev.mo P. Josep Abella: dois membros do Governo Geral, o Secretário de JPIC,
o Procurador Geral das Missões, representantes da ASCLA WEST, CEC, CICLA,
IBERIA e NACLA, dois membros do Centro de Espiritualidade Claretiana e
representantes dos diferentes Organismos da África.

O P. Marcelo Ensema fez uma resenha histórica dos Encontros Missionários da
África: Kinshasa (República Democrática do Congo), Guiné Equatorial,
Nigéria, São Tomé e Príncipe, Camarões, Gabão e, finalmente, Dar Es Salaam,
na Tanzânia.
3. O prato forte da sessão inaugural foi a apresentação das actividades
claretianas nas diferentes partes da África, bem como das novas perspectivas
missionárias que se abrem no sul do Sudão.

4. O tema da Justiça e Paz ocupou o segundo dia. Dom Metódio Kilaini, bispo
auxiliar de Dar Es Salaam, abordou as realizações e os desafios da Igreja a
partir da Exortação Apostólica Ecclesia in Africa, bem como a preparação da
segunda Assembleia Especial do Sínodo dos Bispos sobre “A Igreja na África
ao serviço da reconciliação, da justiça e da paz. “Vós sois o sal da terra.
Vós sois a luz do mundo” (Mt. 5, 13-14).
Seguidamente, o Ir. Anel Alcober, Secretário Geral de JPIC, apresentou os
“Lineamenta” do Sínodo Africano e frisou as questões mais candentes que a
África enfrenta: a proliferação de armas ligeiras, o baixo nível de
alfabetização, a diminuição dos produtos agrícolas, o fenómeno das
migrações, o flagelo da corrupção, os conflitos étnicos, a violência
política e a guerra. Chamou a atenção para o imperativo do bom governo, as
relações entre este Continente e a Comunidade internacional, a formação dos
leigos, a reconciliação, a justiça e a paz. A concluir, focou a necessidade
imperiosa de investimento no sector público, sanitário, empresarial, e na
criação de infra-estruturas. O empenho na área educativa e no fomento do
capital, humano e espiritual, ajudaria a ultrapassar a vala da pobreza no
Continente africano.
5. O terceiro dia foi dedicado à pessoa e ao carisma do nosso Fundador. Os
membros do Centro de Espiritualidade Claretiana, de Vic, e o Procurador das
Missões ilustraram os diferentes assuntos. O P. António Ejikeme falou sobre
“A figura e a pessoa do P. Claret à luz do pós-Concílio e do magistério da
Congregação”. Posteriormente, o P. António Bellella recordou o Plano do
Bicentenário, e o P. Angel Ochagavía as orientações do Governo Geral em
ordem a polarizar as atenções sobre a África.

6. A temática do quarto dia esteve à conta do Governo Geral. O P. Geral fez
uma reflexão sobre as expectativas da Congregação na África. Focou a
realidade das nossas missões e a maneira de levarmos por diante as
actividades no futuro. Em termos de prioridades, declarou que existe uma
necessidade imperiosa de manter viva a pastoral vocacional, determinante
para o futuro da Congregação.
Assinalou também como prioridade a evangelização da África sob o ponto de
vista bíblico e social.
7. Outro ponto nuclear, a formação dos nossos Estudantes. Formação integral
e orientada para a missão. Os formadores precisam de estar, eles próprios,
bem formados, mormente no que tange à espiritualidade claretiana. Devem,
igualmente, acompanhar de perto e com a intensidade adequada os Estudantes.
8. Falou ainda da economia. Tendo em conta a situação sócio-política do
Continente africano, todos os Organismos Maiores devem ter o seu plano de
autofinanciamento, criando ONGs que possam ajudar a conseguir esse
desiderato. Importa fazer o registo legal da Congregação em todos os países,
para que tenha o necessário estatuto jurídico. Apontou, por último, a
actividade pastoral educativa como fonte importante de apostolado e de
autofinanciamento.
9. Em relação à vida no Espírito, estimulou-nos a não perder jamais de vista
que somos consagrados. Importa, para isso, viver a sério as exigências
decorrentes da Profissão religiosa e dar prioridade à Palavra de Deus, à
Eucaristia e à Virgem Maria. Atenção ao nosso estilo de vida comunitária
como parte essencial do carisma claretiano.
10. O P. Vicente Sanz, Prefeito Geral de Apostolado, insistiu na necessidade
de rever o Projecto Missionário Claretiano para a África. No trabalho de
grupos, aflorou-se a urgência de nele incorporar as novidades do momento.
Urge, pois, que cada Organismo tenha o seu plano de pastoral e se empenhe na
aplicação do mesmo.
11. Finalmente, no dia 24 de Agosto, os participantes associaram-se à festa
de encerramento do Bicentenário, realizada na paróquia claretiana de Kimara,
sob a presidência do Cardeal Policarpo Pengo, arcebispo de Dar-es-Salaam, e
do Núncio Apostólico, D. José Chennoth.
12. Queridos irmãos: achamos que esta hora marca um novo impulso para a
nossa presença no Continente africano e contribui para revitalizarmos o
compromisso missionário. À maneira do Santo Fundador, nascemos para
evangelizar. Vemos, por isso, nesta hora um novo ensejo de reafirmamos as
nossas prioridades segundo o carisma da Congregação.
13. Encomendamos todos os nossos irmãos ao Imaculado Coração da nossa Mãe e
aos Beatos Mártires de Barbastro. Que eles continuem a interceder por nós
junto do Pai.
ENCERRAMENTO
DO BICENTENÁRIO DO NASCIMENTO
DE SANTO
ANTÓNIO MARIA CLARET

Os Missionários Claretianos celebram em Dar Es Salaam o Bicentenário do
nascimento do seu Fundador.
O Rev.mo P. Josep Abella, na sua Carta Circular “Memória e Compromisso”,
tinha anunciado que o encerramento do Bicentenário, a nível geral, teria
lugar no mês de Agosto de 2008, na Tanzânia. Motivo? “A história iniciada em
Sallent continua hoje a escrever-se em diferentes partes do mundo e
permanece uma história missionária. A África é um ícone dessa história
missionária da Congregação”.
No domingo, 24 de Agosto, efectuou-se, pois, a cerimónia conclusiva do
Bicentenário, em Dar Es Salaam. A celebração foi precedida pelo Encontro
Missionário Claretiano da África, realizado na mesma cidade. A temática
desse Encontro bifurcou-se em duas direcções: o próximo Sínodo africano, em
2009, e o significado do carisma claretiano para a Igreja da África.
Às 10:15 horas do domingo começava a procissão de entrada da Eucaristia.
Esta foi presidida pelo arcebispo de Dar Es Salaam, cardeal Policarpo Pengo,
e concelebrada pelo Núncio Apostólico, D. Joseph Chennoth, e por um bom
grupo de claretianos da África, além dos membros do Governo Geral e dos
presidentes das Conferências interprovinciais da Congregação ou seus
representantes. Registámos ainda a presença dos Estudantes claretianos de
Teologia de Morogoro e de outros sacerdotes e religiosos, bem como de uma
entusiástica multidão de fiéis – cerca de mil – da paróquia claretiana de
Kimara, em Dar Es Salaam, a quem se deve a esmerada preparação da liturgia e
da festa popular que se lhe seguiu.
A celebração da Eucaristia teve o carácter jubiloso que distingue a liturgia
africana. O coro da paróquia animou esplendidamente a celebração com os seus
cânticos, ampliados por toda a assembleia. À homilia, o Cardeal focou o
espírito missionário de Claret e convidou todos os presentes a responderem,
com generosidade e audácia, aos desafios missionários do mundo de hoje. No
fim, o P. Geral explicou o motivo da escolha da África para o encerramento
do Bicentenário e agradeceu a presença de tanta gente nesta ocasião para nós
tão significativa. O Núncio felicitou a Congregação e estimulou-nos a
prosseguir o compromisso missionário. Durante alguns momentos caiu uma
chuvada forte, o que, após vários meses de seca, todos consideraram uma
bênção. Um grande póster do Santo Fundador, colocado a um lado do
presbitério, presidia à concelebração.
Depois da Eucaristia seguiu-se a festa popular. Partilhámos a refeição e a
amizade com o Cardeal e o Núncio de sua Santidade. Cantares, danças e
actuações de diferentes grupos foram esmaltando este tempo de alegria
partilhada. A Comunidade claretiana de Dar Es Salaam e a Comissão
organizadora da paróquia mereceram bem o caloroso aplauso que lhes
tributámos.
Alguns Superiores Maiores da Congregação, as Missionárias Claretianas e as
Missionárias da Instituição Claretiana enviaram mensagens.
Estamos certos de que o P. Fundador se juntou, alegre e divertido, a esta
celebração. Talvez tenha evocado mesmo as festas que viveu no meio do seu
querido povo de Cuba.

DE S. TOMÉ À TANZÂNIA: UMA AVENTURA INESQUECÍVEL
A expectativa de ir à Tanzânia
participar no encontro missionário e o encerramento do bicentenário do
nascimento do nosso Fundador, à nível da Congregação, enchia os corações dos
escolhidos para este grande evento para a Congregação em geral e para a
África em particular.
Querendo juntar o útil e o necessário,
os Padres Romualdo Vicente (Delegado da Delegação Dependemente de Angola e
S.Tomé e Príncipe) e Miguel Gomes, saíram de S.Tomé no dia 8 de Agosto. Na
agenda do Padre Delegado estavam as visitas às Comunidades de Luanda e
Lubango. No aeroporto de Luanda encontramos o Padre Apolinário Nunda, com
uma boa disposição e santa paciência, para nos acolher. Pois já eram quase
22 horas quando saímos do aeroporto. Chegamos à Comunidade e aí o nosso
estômago acolheu alegre a refeição preparada com muito esmero. Depois da
refeição, partilhada entre notícias e apetite, fomos logo descansar porque a
viagem a Lubango seria no dia seguinte às 5 de manhã.
Chegamos ao Lubango no dia 9, por
volta das 9 horas. O Padre Teixeira estava ali prontamente para nos acolher
e nos fazer visitar o futuro Seminário de Arimba e as capelas da zona
rural. Por isso, logo que chegamos à Comunidade, tomamos o pequeno-almoço e
saímos sem descansar. A visita as capelas fez-nos tomar consciência de tão
duro trabalho pastoral que os Padres Teixeira e Damião, missionários
infatigáveis, vão realizando por aquelas terras das Lebas. Mas também
ajudou-nos a renovar os alentos para trabalhar com mais afinco nas nossas
paróquias de S.Tomé que têm uma realidade muito diferente das de Lubango.
A estadia no Lubango foi para o Pe
Miguel um retomar de contactos com a realidade e a gente daquela banda e
para o Padre Romualdo uma nova descoberta. Este aproveitou a ocasião para
dialogar com os membros da comunidade e para conhecer alguns lugares lindos
da Huíla. Foi também à Província do Namibe, numa visita relâmpago.
De Lubango regressamos no dia 13,
quarta-feira. Quem poderia ainda estar no aeroporto para nos acolher senão
o Pe Apolinário?
Como no Lubango, o Padre Delegado
aproveitou para dialogar com os membros da comunidade de Corimba e os
seminaristas filósofos. Aí dedicou boa parte de seu tempo a conversar com
cada um e com todos. Na Corimba, soubemos que o Padre Apolinário desistiu de
participar do encontro, porque a viagem seria muito cansativa.
A verdadeira aventura, estava a
chegar: a viagem à Tanzânia passando pelo Joanesburgo. Aconteceu no sábado,
dia 16 de Agosto. Em Luanda tudo correu bem. Já em Joanesburgo não podemos
dizer o mesmo. O primeiro o problema com o qual nos deparamos foi o da
língua inglesa. Na verdade, não somos nada bom a falar inglês. O segundo foi
a falta da simpatia e da gentileza das pessoas do aeroporto. E o terceiro
foi o frio, porque tivemos que passar a noite no aeroporto. A verdade é que
conseguimos lembrar das poucas palavras que conhecemos e com alguns gestos e
perseverança, chegamos à Tanzânia sem nenhum atraso.
No aeroporto de Tanzânia ficamos
aliviados quando vimos a placa CMF levantada. Dissemos logo: aí está alguém
que veio acolher-nos. Era o Padre Martin, indiano a trabalhar por aquelas
terras. A nossa alegria foi ainda maior porque em pouco tempo juntou-se à
nós o grupo de Guiné Equatorial e o Pe Marcelo. Conduzidos ao lugar do
encontro no Centro de Espiritualidade dos Franciscanos, aproveitamos para
saudar alguns colegas que já tinham chegados e para descansarmos da viagem!
No mesmo dia à noite foi a chegada do Pe Provincial, Artur Teixeira. Com ele
nos avistamos só no outro dia de manhã.
O
encontro começou na terça-feira dia 19 de Agosto e terminou no dia 23 do
mesmo mês. Foi rico e prometedor. As línguas oficiais foram o inglês e o
francês. estiveram no encontro 42 participantes vindos de diferentes
organismos de África, o Superior Geral com dois outros membros do Governo
Geral assim como os representantes de ASCLA EST, de CEC, de CICLA, de IBERIA
e de NACLA. Para um bom conhecimento histórico do desenvolvimento deste
encontro, o Padre Marcelo traçou o histórico ilustrado de diferentes
encontros missionários tidos em África : uma iniciativa rica realizada do
Congo a Dar Es Salém, em Tanzânia, passando pela Guiné Equatorial, Nigéria,
São tomé e Príncipe, Camarões e Gabão.
No
primeiro dia a actividade fundamental da sessão de abertura estava centrada
sobre a preparação do trabalho apostólico e missionário dos Claretianos de
diferentes partes de África. Nesta perspectiva, recebemos as informações de
todas as Missões e Organismos e as da nossa nova possibilidade missionária
ao sul do Sudão.
As
actividades do segundo dia foram consagradas ao tema de Justiça e Paz. Sua
Excelência Methodius Kilaini, Bispo auxiliar de Dar Es Salém, apresentou os
sucessos e os desafios da Igreja em África após a Exortação Apostólica
Ecclesia in Africa e o estado da preparação da segunda Assembleia especial
para África do Sínodo dos Bispos presvista sob o tema « A Igreja em África
ao serviço da reconciliação, da justiça e da paz ». Vós sois o sal da terra…
vós sois a luz do mundo » (Mt 5,13-14). Na linha do tema do dia, o
Secretário geral da Justiça, Paz e Integridade da Criação, o Irmão Anel
Alcober, apresentou o mesmo tema no documento « Lineamenta » do segundo
Sínodo africano e sublinhou outros assuntos relativos a justiça social em
África.
A secção
do terceiro dia focalizou-se sobre a pessoa e o carisma do nosso Fundador.
As conferências foram asseguradas pelos membros do Centro de Espiritualidade
Claretiana e da Procuradoria Geral das Missions. O Padre Anthony Ejikeme
falou da « figura e da pessoa de Claret à luz dos documentos da Congregação
após o Concílio Vaticano II » e o Padre António Bellella apresentou a
celebração do bicentenário do nascimento do Fundador nas diferentes partes
da Congregação.
O Governo
Geral orientou as actividades do quarto dia. Assim, o Superior Geral
apresentou as reflexões sobre o futuro da Congregação em África, reflexões
centradas sobre a realidade do continente e dos nossos missionários e outras
às quais somos chamados a realizar no momento em que devemos cumprir nossas
actividades missionárias. No quadro das nossas prioridades para África,
apontamos que há uma necessidade urgente de tomar a pastoral vocacional mais
à sério porque dela depende o futuro da Congregação. A evangelização com os
seus conteúdos bíblicos e sociais deve ser considerada como um desafio maior
no exercício das nossas actividades missionárias em África. Insistimos
também sobre o nosso estilo de vida comunitária como uma parte importante de
nosso carisma como Claretiano.
Sobre a
economia da Congregação em África, tomando consciência da situação
sociopolítica do continente militando contra a realização rápida deste
objectivo, convém que todos os Organismos Maiores tenham o seu plano de
autofinanciamento, que se esforcem a criar ONG que poderão os apoiar et que
eles comprometam a Congregação em todos os países do Continente lá onde
estamos presentes a obter o reconhecimento jurídico. Finalmente, o
apostolado escolar foi também considerado como uma outra fonte importante de
autofinanciamento económica.
O
Prefeito de Apostolado propôs a revisão do presente Plano Pastoral para
África. Este assunto foi discutido nos diferentes grupos nos quais
constataram a necessidade de actualizar o plano, de incorporar as realidades
africanas actuais. Assim, cada Organismo deve urgentemente ter o seu próprio
plano pastoral e executá-lo.
No
sábado, dia 23, como os outros superiores dos diferentes Organismos, o Padre
Provincial apresentou sinteticamente as actividades e a constituição da
Ibéria. A tarde foi consagrada ao passeio e ao conhecimento de algumas
artérias da cidade.
O dia 24
de Agosto, foi dedicado a cerimónia do encerramento do bicentenário do
nascimento do nosso Fundador. A festa foi celebrada na Igreja Santa Maria,
da Paróquia de Kimara, a Dar Es Salém com a Sua Eminência Policarpo Cardinal
Pengo que presidiu a Eucaristia e o Núncio Apostólico. Depois da celebração
eucarística seguiu-se a tarde recreativa, rica de danças, cânticos e outras
actividades programadas. Nos olhos de cada participante lia-se o brilho de
tanta admiração e alegria.
Em
resumo, podemos dizer que este encontro quis realmente marcar um novo ponto
de partida para nós missionários em África. Ele deve revigorar-nos para uma
resposta mais profunda a nossa vocação como Claretianos. Como nosso fundador
nasceu para evangelizar, devemos ver este facto como uma nova oportunidade
para continuarmos o nosso trabalho neste vasto continente de África,
colocando as nossas prioridades em conformidade com o carisma da nossa
Congregação.
Para nós,
membros da Província Portuguesa, foi também um renovar das nossas forças e
capacidades.
No dia 25
aconteceu o que toda a gente estava a desejar. Cada um estava preocupado em
voltar às suas actividades normais. O Padre Provincial, voltou na tarde do
mesmo dia. Nós no dia 26 de manhã. As viagens de volta, não tiveram muitos
sobressaltos porque já estávamos mais rodados em inglês.
Seria
ingrato terminar sem deixar um agradecimento especial ao Pe Martin e Jonh
que tudo fizeram para nos tornar a vida mais fácil. Desde o acolhimento até
a despedida, foram exímios na fraternidade e na solidariedade. Queremos
também deixar o nosso profundo agradecimento ao Padre Apolinário Nunda que
disponibilizou a sua pessoa e o seu tempo em nos tornar a estadia pela terra
angolana mais agradável. E com ele, agradecemos as comunidades de Luanda e
de Lubango.
Para S.
Tomé, já com muitas saudades, voltamos no dia 28 de Agosto. No aeroporto
estava o Pe Isaías que nos conduziu até a Comunidade. Cansados, alegres e
com nova vontade de recomeçar, partilhamos com os membros o resultado dos
encontros e algumas cenas caricatas que aconteceram connosco.
Fica mais
um desafio para todos nós africanos. Somos capazes. Agora mão e cabeça ao
trabalho!
Pe Miguel de Oliveira Gomes |