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RECORDANDO E
REVIVENDO O PASSADO:
Chegado o 13 de
Fevereiro de 2008 e convidado a celebrar 25 anos do Ministério Sacerdotal,
levou-me obrigatoriamente àquele Domingo frio de 1983 da minha Ordenação
Sacerdotal. Dentro e fora do pavilhão do Colégio dos Carvalhos estava um
frio de rachar; no coração da multidão o calor da amizade e da fé que
envolveram o meu Sim ao Mestre da Vocação, na Igreja e na Congregação dos
Missionários Claretianos e o Sacramento da Ordem que recebi.
“Feliz o
homem que pôs a sua esperança no Senhor“,
assim cantava a Solista de
Pedroso, naquela Concelebração presidida pelo Senhor Arcebispo do Porto, D.
Júlio Tavares Rebimbas, soando no horizonte do mundo e da Igreja, como que a
indicar os caminhos que Deus tinha para mim.
Na caminhada
Sacerdotal, ao longo destes anos: no Seminário dos Carvalhos, na Escola
Secundária de Canelas, na Capelania Militar, no Seminário de Fátima, no
Colégio dos Carvalhos, nas Missões de S. Tomé e na Missão Católica da
Corimba em Luanda, muitas vezes recordei este refrão e a fé que recebi no
Baptismo procurando a força n’Aquele que no Seu infinito amor se faz
presente no altar da Eucaristia.
COMO FOI O
PRESENTE?
Nesta data em 2008, a
solenidade foi vivida de forma muito simples e quase só na intimidade
pessoal. Às 06H30, celebrei a Eucaristia de Acção de Graças, no Centro S.
José, sede da Paróquia do Imaculado Coração de Maria com os fiéis que
diariamente se reúnem para começar o dia em Comunhão com o Senhor.
A 24 de Fevereiro, no
encerramento da 3ª Sessão de trabalhos do Ondjango Paroquial, na presença
dos colaboradores leigos, cortámos o bolo e brindámos agradecendo ao
Senhor da Vida e da Vocação.
Se nos primeiros 15
anos, em Portugal, me senti vocacionalmente bem, nestes dez anos em
África, tenho redescoberto a minha vocação/missão como Claretiano e
Padre. O Vaticano II diz-nos que onde está o homem aí deve estar a Igreja. O
homem europeu, americano, asiático ou africano serão sempre a menina
dos olhos d’Aquele que nos chama e envia. Por isso, ao celebrar 25 anos de
sacerdócio reafirmo ao Senhor, servi-l’O naqueles com os quais faço
Caminho.
DESAFIOS DO
FUTURO:
No resto da minha
vida, como desafios do Senhor, gostaria de ser capaz de concretizar muito
daquilo em que, talvez tenha sido mediano ou até fraco:
1) Na dimensão
humana:
- ser mais
responsável - ter maior capacidade de trabalho e de silêncio - ter uma visão
optimista da realidade - crescer na maturidade afectiva - cultivar as
virtudes da sinceridade e do discernimento - estudar em cada dia para
exercer bem as tarefas missionárias - desenvolver a capacidade de relação
através do cultivo da generosidade, do acolhimento, do respeito, da
compreensão e da capacidade de perdão.
2) Na
dimensão cristã:
- crescer na relação
filial com Deus Pai, na oração e na celebração dos Sacramentos...; viver com
Cristo - abrir o coração e a inteligência à acção do Espírito Santo -
familiarizar-me com a Palavra de Deus - amar filialmente Maria, Mãe da
Igreja, formadora dos Apóstolos - aprender a sentir com a Igreja, Povo de
Deus em marcha e Mistério de Comunhão.
3) Na dimensão
claretiana:
- progredir no
seguimento de Cristo, Missionário do Pai e Palavra de Vida, através da
vivência dos Votos e das virtudes apostólicas - aprender a aceitar com
realismo e alegria, as consequências do peculiar estilo de vida que nasce da
profissão religiosa - aprofundar no conhecimento e amor de Claret -
favorecer a identificação com o ministério da Palavra à luz das exigências e
opções da nossa Missão e realizar acções evangelizadoras - adquirir um
conhecimento cada vez mais amplo e profundo da história da Congregação, das
Constituições, da sua situação nas diversas partes do mundo e do seus
projectos missionários - intensificar o relacionamento com as pessoas da
Comunidade, da Delegação e da Província e, neles, com toda a Congregação.
4) Diariamente:
- viver unido a
Cristo em cada dia na oração pessoal, na leitura da Palavra, na Eucarística,
na oração comunitária, - inspirar-me em Maria para seguir a Cristo, -
procurar ver a Comunidade como o primeiro sujeito da Missão e espaço de
realização pessoal, - saber que sou enviado pela Comunidade para a Igreja e
para o Mundo.
Todos estes
desafios, se os souber concretizar, irão certamente fortalecer a minha vida
sacerdotal e missionária!
Que o Coração de
Maria e S. António Maria Claret sejam o meu amparo até ao fim.
Na Alegria Pascal a
Vida tem outro sabor! ALELUIA!
Pe. Fausto de Carvalho
Rosado, cmf. |