BODAS DE PRATA
ministério sacerdotal

 

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A mesma família, o mesmo Pai…

 

Foi com este espírito que mais uma vez a família Carvalho Rosado se reuniu para festejar este grande dom de Deus que é a família.

O encontro estava marcado para o dia 23 de Agosto no Santuário de Nossa senhora da Alegria, em Almalaguês, este ano com mais um motivo de alegria para a família: a presença do sr. Padre Fausto, tão admirado por todos, e que celebra neste ano o seu jubileu de bodas de prata sacerdotais.

Como não podia deixar de ser, este encontro familiar começou à volta da mesa, não a do almoço, mas sim à volta daquela Mesa que nos faz todos iguais, Filhos do mesmo Pai: a Eucaristia. Esta foi presidida pelo sr. Padre Fausto e concelebrada pelo sr. Pe. Cavadas e pelo sr. Pe. Freitas. A celebração foi ao bom jeito familiar, simples e de uma intensidade espiritual muito grande. Para isso muito contribuíram as palavras do Presidente da Celebração, que durante a homilia fez referência ao seu percurso de vida, e como tem sido para ele importante o valor da oração, desafiando desta forma os familiares presentes a abrirem o coração ao diálogo com Deus.

A animação litúrgica e Coral também muito contribuiu para se viver melhor esta celebração. O recente “Coro familiar”, criado para animar essencialmente Celebrações de Matrimónio, é constituído por grande parte dos sobrinhos do sr. Pe. Fausto, e nesta festa de família voltaram a cantar e a encantar os presentes. Com reportório variado, desde a música litúrgica de autores nacionais e internacionais conhecidos, aos cânticos da Comunidade ecuménica de Taizé, passando também pelas músicas de mensagem, este coro ajudou e muito a elevar o coração e a mente para Aquele que é a fonte de toda a alegria: o Deus-Connosco.

Um dos momentos altos da celebração aconteceu depois da Comunhão. Os sobrinhos do celebrante quiseram homenageá-lo pelo seu jubileu sacerdotal, e para isso ofereceram um ramo de flores num gesto de carinho e de profunda gratidão por tudo o que o tio representa para eles, como exemplo e modelo de vida. Com alguma emoção, marcada pelo brilhozinho nos olhos de alguns dos presentes, irrompeu uma salva de palmas, mais uma vez sinal de gratidão da família. E para que este momento mais rico ficasse, nada melhor do que “oferecer” as palavras de uma grande mulher, doutora da Igreja, Santa Teresa de Jesus: “nada te turbe, nada te espante. Quem a Deus tem nada lhe falta. Só Deus basta”. Este conhecido cântico de Taizé ressoou naquela ermida e todos sentimos, penso eu, naquelas palavras de Santa Teresa, estampado o modelo de vida deste sacerdote de que a família tanto se orgulha. “Só Deus basta” – certamente se Deus não fosse a sua força e a sua razão de viver, este sacerdote missionário não teria arriscado uma vida tão radical ao serviço de todos os baptizados.

 

Finda a Missa e depois de alimentado o espírito, já eram horas de alimentar o corpo. Assim, o almoço foi agradavelmente saboreado à sombra dos grandes carvalhos que fazem parte do Parque de merendas do Santuário. Num ambiente de alegria e festa todos se deliciaram com as iguarias que cada um trouxe.

Terminado o almoço, alguns aproveitaram para a tradicional sesta, enquanto outros davam lugar à também tradicional sueca. Já a meio da tarde pudemos apreciar uma pequena demonstração de ballet das meninas mais novas da família. A Leonor e a Maria estavam lindas com os seus fatos de ballet e conseguiram deixar toda a família orgulhosa por este momento tão bonito. Antes do final do encontro cantaram-se os parabéns e foram oferecidas algumas lembranças ao jubilado. Este encontro terminou ao final da tarde, quando todos regressaram a suas casas. Deste dia ficam para esta família momentos únicos que dificilmente se apagarão. Mais uma vez foi visível a alegria nos rostos dos presentes e a união que consegue vencer qualquer barreira. Só o amor edifica, só o amor une, só o amor vence…

Parabéns a todos pelo vosso testemunho.

Nuno Filipe Martins Fachada Fileno

 

 

 

 

Testemunho missionário

 

 

RECORDANDO E REVIVENDO O PASSADO:

 

 Chegado o 13 de Fevereiro de 2008 e convidado a celebrar 25 anos do Ministério Sacerdotal, levou-me obrigatoriamente àquele Domingo frio de 1983 da minha Ordenação Sacerdotal. Dentro e fora do pavilhão do Colégio dos Carvalhos estava um frio de rachar; no coração da multidão o calor da amizade e da fé que envolveram o meu Sim ao Mestre da Vocação, na Igreja e na Congregação dos Missionários Claretianos e o Sacramento da Ordem que recebi.

“Feliz o homem que pôs a sua esperança no Senhor“, assim cantava a Solista de Pedroso, naquela Concelebração presidida pelo Senhor Arcebispo do Porto, D. Júlio Tavares Rebimbas, soando no horizonte do mundo e da Igreja, como que a indicar os caminhos que Deus tinha para mim.       

Na caminhada Sacerdotal, ao longo destes anos: no  Seminário dos Carvalhos, na Escola Secundária de Canelas, na Capelania Militar, no Seminário de Fátima, no Colégio dos Carvalhos, nas Missões de S. Tomé e na Missão Católica da Corimba em Luanda, muitas vezes recordei este refrão e a fé que recebi no Baptismo procurando a força n’Aquele que no Seu infinito amor se faz presente no altar da Eucaristia.

 

COMO FOI O PRESENTE?

 

Nesta data em 2008, a solenidade foi vivida de forma muito simples e quase só na intimidade pessoal. Às 06H30, celebrei a Eucaristia de Acção de Graças, no Centro S. José, sede da  Paróquia do Imaculado Coração de Maria com os fiéis que diariamente se reúnem para começar o dia em Comunhão com o Senhor.

A 24 de Fevereiro, no encerramento da 3ª Sessão de trabalhos do Ondjango Paroquial, na presença dos colaboradores leigos, cortámos o bolo e  brindámos agradecendo  ao Senhor da Vida e da Vocação.

Se nos primeiros 15 anos, em Portugal, me senti vocacional­men­te bem, nestes dez anos em África, tenho redescoberto a minha vo­­cação/missão como Cla­­re­­tiano e Padre. O Vaticano II diz-nos que onde está o homem aí deve estar a Igreja. O homem europeu, ameri­ca­no, asiático ou afri­ca­no serão sempre a meni­na dos olhos d’Aquele que nos chama e envia. Por isso, ao celebrar 25 anos de sacerdócio reafirmo ao Senhor, servi-l’O naqueles com os quais faço Caminho. 

DESAFIOS DO FUTURO:

 

No resto da minha vida, como desafios do Senhor, gostaria de ser capaz de concretizar muito daquilo em que, talvez  tenha  sido mediano ou até fraco:

 

 1) Na dimensão humana:

- ser mais responsável - ter maior capacidade de trabalho e de silêncio - ter uma visão optimista da realidade - crescer na maturidade afectiva  - cultivar as virtudes da sinceridade e do discernimento -  estudar em cada dia para exercer bem as tarefas missionárias - desenvolver a capacidade de relação através do cultivo da generosidade, do acolhimento, do respeito, da compreensão e da capacidade de perdão.

 

            2) Na dimensão cristã:

- crescer na relação filial com Deus Pai, na oração e na celebração dos Sacramentos...; viver com Cristo - abrir o coração e a inteligência à acção do Espírito Santo - familiarizar-me com a Palavra de Deus - amar filialmente Maria, Mãe da Igreja, formadora dos Apóstolos - aprender a sentir com a Igreja, Povo de Deus em marcha e Mistério de Comunhão.

 

3) Na dimensão claretiana:

- progredir no seguimento de Cristo, Missionário do Pai e Palavra de Vida, através da vivência dos Votos e das virtudes apostólicas - aprender a aceitar com realismo e alegria, as consequências do peculiar estilo de vida que nasce da profissão religiosa - aprofundar no conhecimento e amor de Claret - favorecer a identificação com o ministério da Palavra à luz das exigências e opções da nossa Missão e realizar acções evangelizadoras - adquirir um conhecimento cada vez mais amplo e profundo da história da Congregação, das Constituições, da sua situação nas diversas partes do mundo e do seus projectos missionários - intensificar o relacionamento com as pessoas da Comunidade, da Delegação e da Província e, neles, com toda a Congregação.

 

4) Diariamente:

- viver unido a Cristo em cada dia na oração pessoal, na leitura da Palavra, na Eucarística, na oração comunitária, - inspirar-me em Maria para seguir a Cristo, - procurar ver a Comunidade  como o primeiro sujeito da Missão e espaço de realização pessoal, - saber que sou enviado pela Comunidade para a Igreja e para o Mundo.

 

 Todos estes desafios, se os souber concretizar, irão certamente fortalecer a minha vida sacerdotal e missionária!

 

 Que o Coração de Maria e S. António Maria Claret sejam o meu amparo até ao fim.

 Na Alegria Pascal a Vida tem outro sabor! ALELUIA!

 

Pe. Fausto de Carvalho Rosado, cmf.
 

 

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