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Tradução: P. Baltasar de Sousa Azevedo, cmf
1º Dia
As comunidades cristãs diante das velhas e novas divisões
Que todos sejam um, para que o mundo creia - Jo 17, 17-21
Comentário
Os cristãos são chamados a ser instrumentos do amor fiel e reconciliador de
Deus, num mundo marcado por separações e alienações. Baptizados em nome do
Pai, do Filho e do Espírito Santo, professando a nossa fé em Cristo
crucificado e ressuscitado, nós somos um povo que pertence a Cristo, um povo
chamado a constituir o seu Corpo no e para o mundo. Foi isto que o Senhor
pediu, quando orou por seus discípulos: “que eles sejam um, a fim de que o
mundo creia”.
As divisões entre os cristãos, no que toca às questões fundamentais da fé e
da vida dos discípulos de Cristo, prejudicam gravemente a nossa capacidade
de testemunho diante do mundo. Na Coreia, como em muitos outros países, o
Evangelho do Cristo foi anunciado por vozes contraditórias que proclamavam a
Boa Nova com formas discordantes. Há quem se sinta tentado a simplesmente
resignar-se, considerando tais divisões, e os conflitos que lhes são
subjacentes, como mera e natural herança da nossa história. Contudo,
trata-se de uma ferida no interior da comunidade cristã, que contradiz
claramente o anúncio de que Deus reconciliou o mundo em Cristo.
Em Ezequiel (37, 15-19.22-24s) a visão dos dois pedaços de madeira sobre os
quais estão escritos os nomes dos reinos divididos, no antigo Israel, que
tornariam a ser “um” na mão de Deus, é uma imagem eloquente da reconciliação
eficaz que Deus cumpriu para o povo, suprimindo as divisões – unidade que o
povo não pode restaurar por si mesmo. Esta metáfora evoca adequadamente a
divisão dos cristãos e prefigura a reconciliação que está no coração da
proclamação cristã. Sobre os dois pedaços de madeira que formam a sua cruz,
o Senhor da história cura as feridas e as divisões da humanidade. No dom
total de Si sobre a cruz, Jesus uniu o pecado do homem ao amor fiel e
redentor de Deus. Ser cristãos significa ser baptizados nesta morte pela
qual o Senhor, na sua infinita misericórdia, grava os nomes da humanidade
ferida no madeiro da sua cruz, unindo-nos a ele e restabelecendo, assim, a
nossa relação com Deus e com o próximo.
A unidade cristã é uma comunhão que se baseia na nossa subscrição a Cristo e
a Deus. Convertendo-nos sempre mais a Cristo, nós percebemo-nos
reconciliados pela potência do Espírito Santo. Rezar pela unidade cristã é
reconhecer a nossa confiança em Deus; é abrir-nos inteiramente ao Espírito.
Unida aos demais esforços que empreendemos em prol da unidade dos cristãos –
como o diálogo, o testemunho comum e a missão – a oração é um instrumento
privilegiado pelo qual o Espírito Santo manifesta ao mundo a nossa
reconciliação em Cristo, este mundo que ele veio salvar.
Oração
Deus de compaixão, que nos amaste e perdoaste em Cristo. Reconciliaste toda
a humanidade no Teu amor redentor. Olha com bondade para todos aqueles que
trabalham e rezam pela unidade das Comunidades cristãs, ainda divididas.
Concede-lhes o dom de serem irmãos e irmãs no teu amor. Possamos nós ser um,
“um na tua mão”. Amém.
2º
Dia
Os cristãos diante da guerra e da violência
Orai pelos que vos perseguem (Mt 5, 38-48)
Comentário
A guerra e a violência erguem os maiores obstáculos à unidade que Deus
concede aos cristãos. A guerra e a violência procedem, em última análise, da
divisão que existe no interior de nós mesmos – que ainda não foi curada – e
da arrogância humana que é incapaz de voltar ao fundamento verdadeiro da
nossa existência.
Os cristãos na Coreia desejam pôr um fim a mais de cinquenta anos de
separação entre a Coreia do Sul e a Coreia do Norte, para estabelecer a paz
no mundo. A instabilidade que reina na península coreana, não representa
apenas a dor da única nação do mundo ainda dividida institucionalmente, mas
simboliza os mecanismos de divisão, de paradoxo, de hostilidade e de
vingança que afectam toda a humanidade. Quem colocará um fim neste ciclo de
guerra e violência?
Nas situações de violência e de injustiça mais brutais, Jesus mostra-nos a
força capaz de pôr fim ao ciclo vicioso da guerra e da violência: aos
discípulos que pretendiam reagiram à violência e ao furor conforme a lógica
do mundo, ele instrui de modo paradoxal a renúncia de toda violência (Mateus
26,51-52).
Jesus revela a verdade da violência humana; fiel ao Pai, ele morreu na cruz
para nos salvar do pecado e da morte. A cruz revela o paradoxo e o conflito
inerente à natureza humana. A morte violenta de Jesus marca a instauração de
uma nova criação, carregando sobre a cruz os pecados dos humanos, a
violência e a guerra.
Jesus Cristo não propõe uma não-violência baseada apenas sobre o humanismo.
Ele propõe a restauração da Criação de Deus e por Deus, confirmando a nossa
esperança e a nossa fé na manifestação vindoura dos novos céus e da nova
terra. A esperança fundada sobre a vitória definitiva de Jesus Cristo sobre
a cruz permite-nos perseverar na busca da unidade dos cristãos e na luta
contra todas as formas de guerra e violência.
Oração
Senhor, que Te entregaste na cruz pela unidade do género humano, nós Te
oferecemos a nossa humanidade ferida pelo egoísmo, arrogância, vaidade e
ira.
Senhor, não abandones o Teu povo oprimido vítima toda forma de violência, de
ira e de ódio, vítima de falsas crenças e de divergências ideológicas.
Senhor, concede-nos que nós, cristãos, trabalhemos juntos para que se cumpra
a tua justiça, antes que a nossa.
Dá-nos coragem de ajudar os outros a levar sua cruz, ao invés de colocar a
nossa sobre seus ombros.
Senhor, ensina-nos a sabedoria de tratar os nossos inimigos com amor em vez
de os odiar. Amém.
3º
Dia
Os cristãos diante da injustiça económica e da pobreza
Jesus e o jubileu como libertação (Lc 4, 16-21)
Comentário
Nós pedimos que o Reino de Deus venha; desejamos um mundo em que as pessoas,
principalmente os mais pobres, não morram prematuramente. Contudo, a ordem
económica do mundo actual agrava a situação dos pobres e acentua as
desigualdades sociais.
A comunidade mundial confronta-se, hoje, com a crescente falta de trabalho
humano e com as suas consequências. A idolatria do mercado e o amor ao
dinheiro, conforme a 1ª Carta a Timóteo, se mostra-se como “a raiz de todos
os males”.
O que as Igrejas Cristãs podem e devem fazer neste contexto? Voltemo-nos
juntos para o tema bíblico do jubileu, que Jesus evoca para explicar seu
ministério.
Conforme o que é proposto em Levítico 25, no Jubileu anunciava-se: os
emigrados económicos poderiam retornar para sua propriedade ao lado da sua
família; se alguém tinha perdido todos os seus bens, ele podia também viver
com o povo como residente estrangeiro; não se podia emprestar dinheiro com o
interesse de cobrar juros; não se oferecia alimento para se tirar proveito.
O Jubileu implicava uma ética comunitária: a libertação dos escravos e o
retorno para suas casas, a restauração dos direitos territoriais, o perdão
das dívidas. Para quem foi vítima das estruturas sociais injustas, o Jubileu
significava o restabelecimento do direito e a restituição dos meios de
subsistência.
O ponto-de-chegada de um mundo que considera “ter mais dinheiro” o valor e o
alvo absoluto da vida só poderá ser a morte. Quanto à Igreja, ao contrário,
nós somos chamados a viver no espírito do Jubileu e, a exemplo de Cristo,
anunciar juntos a boa nova.
Tendo experimentado a cura de sua própria divisão, os cristãos deveriam
estar mais sensíveis às outras divisões, promovendo a cura da humanidade e
toda a criação.
Oração
Deus de Justiça, no nosso mundo há lugares em que abunda a comida; mas
noutros existe uma legião de doentes e famintos onde não se tem o
suficiente.
Deus da Paz, no nosso mundo há pessoas que tiram proveito da violência e da
guerra, enquanto outros, por causa da guerra e da violência, são obrigados a
abandonar os seus lares e encontrar refúgio em terras estrangeiras.
Deus de Compaixão ajuda-nos a compreender que não podemos viver apenas do
dinheiro, mas que temos necessidade da Tua Palavra. Ajuda-nos a compreender
que não podemos chegar à vida e à prosperidade verdadeira a não ser
amando-Te, e observando os Teus ensinamentos.
Nós Te pedimos em nome de Jesus Cristo, nosso Senhor. Amém.
4.º Dia
Os cristãos diante da crise ecológica
A menor de todas as sementes (Mt 13, 31-32)
Comentário
Deus criou o nosso mundo com sabedoria e amor; quando ele terminou a obra da
criação, viu que tudo era bom. Mas hoje, o mundo enfrenta uma grave crise
ecológica. A nossa Terra sofre com o aquecimento climático, devido ao
consumo excessivo de energia. A superfície das florestas sobre o Planeta
diminuiu 50% nos últimos quarenta anos, enquanto a desertificação continua a
crescer cada vez mais.
Os coreanos, que gostam muito de peixe preocupam-se: são três quartos dos
habitantes do mar que desaparecem por dia. A cada dia, são mais de cem
espécies vivas que se extinguem! Esta perda de biodiversidade é uma ameaça
para a própria humanidade.
Com o apóstolo Paulo, nós podemos afirmar: a criação foi libertada do poder
do nada; ela geme, como nas dores do parto.
Não encobrimos o rosto! Nós, os humanos, carregamos uma grande
responsabilidade nesta destruição do meio ambiente. A ganância atrai a
sombra da morte sobre o conjunto da criação.
Os cristãos devem envolver-se eficazmente na salvaguarda da criação. Esta
imensa tarefa não permite que os baptizados trabalhem sozinhos. Precisamos
conjugar esforços: só actuando juntos será possível proteger a obra do
Criador.
No Evangelho, observamos o lugar central que os elementos da natureza ocupam
nas parábolas e no ensino de Jesus. Ele valoriza até mesmo a menor de todas
as sementes: o grãozinho de mostarda. Cristo manifesta grande consideração
pelas criaturas. Com base na visão bíblica da Criação nós, os cristãos,
podemos oferecer uma contribuição conjunta à reflexão e acção hodiernas pelo
futuro do planeta.
Oração
Deus Criador, formaste o mundo pela tua Palavra e viste que tudo era bom.
Mas hoje nós cumprimos obras de morte e provocamos irremediavelmente a
devastação do meio ambiente. Dá-nos o arrependimento das nossas ganâncias;
ensina-nos a cuidar das tuas criaturas. Juntos, nós queremos proteger a
criação. Amém.
5.ºDia
Os cristãos
diante das discriminações e dos preconceitos sociais
A estes,
convencidos de serem justos (Lc 18, 9-14)
Comentário
No início do
mundo, os seres humanos criados à imagem de Deus constituíam uma só
humanidade “unidos em tua mão”.
No entanto, o
pecado interferiu no coração do homem... Desde então, não cessamos de
construir categorias discriminatórias. Neste mundo, muitas escolhas são
feitas com base na raça ou etnia; há casos em que a identidade sexual ou o
simples facto de ser homem ou mulher alimenta os preconceitos; em outros
lugares, ainda, o obstáculo é a religião, usada como feitora de exclusão.
Todas estas discriminações são desumanas. Elas são fontes de conflito e de
grande sofrimento.
No seu
ministério terrestre, Jesus mostrou-se particularmente sensível à humanidade
comum, a todos os homens e mulheres. Ele denunciou sem cessar as
discriminações de toda espécie e as vantagens que alguns podiam tirar disso.
Jesus mostra que nem sempre os “justos” são aqueles que parecem sê-lo, e
alerta que o desprezo não tem lugar no coração dos verdadeiros crentes.
Como os
benefícios do óleo precioso ou do orvalho do Hermon, o Salmo 133 canta a
felicidade da vida fraternalmente partilhada. Como é bom e agradável viver
juntos como irmãos e irmãs: é esta a graça que saboreamos no fundo do
coração em nossos encontros ecuménicos, quando renunciamos às discriminações
confessionais.
Restaurar a
unidade da família humana é missão comum de todos os cristãos. Importa
agirmos unidos contra toda sorte de discriminação. Esta é a esperança que
partilhamos: não há judeu, nem grego; nem escravo, nem livre; nem homem, nem
mulher, pois todos somos “um” em Cristo Jesus.
Oração
Senhor,
faz-nos perceber as discriminações e exclusões que marcam a nossa sociedade.
Conduz o nosso olhar e ajuda-nos a reconhecer os preconceitos que habitam em
nós. Ensina-nos a expulsar todo desprezo de nosso coração, para apreciarmos
a alegria de viver jutos em unidade. Amém.
6.º Dia
Os cristãos diante da doença e do sofrimento
Que queres que eu te faça? (Mc 10, 46-52)
Comentário
Quantas vezes Jesus encontrou os doentes e quis curá-los! Todas as nossas
Igrejas, ainda que divididas, têm uma clara consciência da compaixão do
Senhor pelos que sofrem. No que às doenças diz respeito, os cristãos sempre
procuraram seguir o exemplo do Mestre, cuidando dos doentes, construindo
hospitais e dispensários, organizando “o voluntariado da saúde”, não se
preocupando apenas com “a alma”, mas também dos corpos dos pequeninos de
Deus.
Contudo, isto nem sempre é tão evidente. As pessoas saudáveis tendem a
considerar a saúde como uma conquista sua, e esquecem aqueles que não podem
participar plenamente da comunidade por causa da doença ou limitação. Quanto
aos doentes, muitos deles sentem-se esquecidos por Deus; distantes de sua
presença, de sua graça e de sua força salvadora.
A profunda fé de Ezequias (2 Rs 20, 1-6) sustenta-o na doença. Nos momentos
de dor, ele encontra os termos certos para recordar a Deus sua promessa
misericordiosa. Sim, aqueles que sofrem às vezes tomam da Bíblia as palavras
inspiradoras para clamar pelas suas dores e confrontar o desígnio de Deus:
“Por que me abandonaste?” Se a nossa relação com Deus é sincera, profunda, e
se diz com palavras de fé e reconhecimento, ela poderá também expressar na
oração a nossa aflição, dor e até mesmo ira, quando esta última for
necessária.
Os doentes não são apenas objecto de cuidados. Pelo contrário, são sujeitos
de viva experiência de fé, como descobriram os discípulos de Jesus certa vez
– no relato que lemos no Evangelho de Marcos. Aconteceu que os discípulos
queriam fazer o seu próprio caminho ao seguir Jesus, ignorando o homem
doente marginalizado pela multidão. Quando Jesus os interpela, desvia-os de
seus objectivos individualistas.
Connosco pode acontecer algo parecido: estamos dispostos a cuidar dos
doentes, desde que eles não reclamem e nos perturbem. Hoje, frequentemente,
são os doentes dos países pobres que gritam por nós pedindo medicamentos;
isto que nos leva a reflectir sobre a concessão de patentes e do lucro. Os
discípulos que antes queriam impedir o cego de se aproximar de Jesus são
interpelados pelo mesmo Jesus a levar aos cegos e doentes a sua mensagem de
cura; uma mensagem de amor que soa completamente nova: “Coragem! Levanta-te,
chama por ti”.
Somente quando os discípulos conduzem o doente até Jesus é que entendem o
que o Senhor quer: dedicar o tempo para encontrar-se com o doente, para lhe
falar e ouvir, perguntando-lhe o que deseja e do que necessita.
Uma comunidade de reconciliação só pode florescer quando os doentes
experimentam a presença de Deus nas suas relações com os irmãos e as irmãs
em Cristo.
Oração
Senhor, escuta o teu povo que grita por ti, aflito pela doença e pela dor.
Que aqueles que são saudáveis se façam dom pelo bem-estar dos outros; que
eles possam servir os que sofrem com um coração generoso e mãos abertas.
Senhor, concede-nos viver na tua graça e pela tua providência, tornando-nos
uma comunidade de reconciliação onde todos te louvem unidos. Amém.
7.ºDia
Os cristãos
perante o pluralismo religioso
Estarão
unidos na tua mão
Por causa
desta palavra, vai, porque o demónio já saiu da tua filha. (Mc 7,
24-30)
Comentário
Quase todos
os dias ouvimos falar das violências que, em várias regiões do mundo, opõem
fiéis de diversas religiões. Em contrapartida, a Coreia apresenta-se como um
país em que religiões diferentes – budistas, cristãos, confucionistas –
conseguem normalmente coexistir em paz.
Num grande
hino de louvor, o profeta Isaías (25,
6-9)
anuncia que Deus enxugará todas as lágrimas e preparará um festim para todos
os povos e todas as nações! Um dia – diz o profeta – todos os povos da terra
glorificarão a Deus e exultarão pois Ele os salvará. O Senhor em quem
esperámos é o anfitrião do banquete eterno de que fala Isaías na sua acção
de graças.
Quando Jesus
encontra uma mulher que não é judia e que lhe pede para curar a sua filha,
ele responde de maneira surpreendente e começa por recusar ajudá-la. A
mulher insiste no mesmo tom que ele: “Mas os cachorrinhos, debaixo da mesa,
comem as migalhas do pão dos filhos”. Jesus reconhece a sagacidade desta
mulher que compreendeu que a missão de Cristo se dirige aos judeus e aos
não-judeus e convida-a a regressar a casa, prometendo-lhe curar a filha.
As Igrejas
comprometeram-se em dialogar para promover a unidade dos cristãos. No
decorrer dos últimos anos, o diálogo afirmou-se também entre os fiéis de
outras religiões, em particular das religiões do “Livro” (Judaísmo e Islão).
Trata-se de encontros que não são apenas enriquecedores mas que contribuem
para promover o respeito e as boas relações entre uns e outros e para
construir a paz nas zonas de conflitos. Se nós, cristãos, nos unirmos no
nosso testemunho contra os preconceitos e contra a violência, isso
tornar-se-á mais eficaz. E se escutarmos atentamente os nossos irmãos das
outras religiões, não poderemos aprender mais sobre a universalidade do amor
de Deus e do seu reino?
O diálogo com
os outros cristãos não teria de significar uma perda da nossa própria
identidade religiosa; pelo contrário, deveríamos alegrar-nos por obedecer à
oração de Jesus, “que todos sejam um, como Ele é um com o Pai”.
A unidade não
se fará de um dia para o outro. Trata-se antes de uma peregrinação que
efectuamos com os outros crentes e que nos conduz a um destino comum de amor
e de salvação.
Oração
Senhor Deus,
nós te agradecemos pela sabedoria que as tuas escrituras nos transmitem.
Dá-nos a coragem de abrirmos o coração e o espírito ao nosso próximo, seja
ele de outra confissão cristã ou de qualquer outra religião. Concede-nos a
graça de ultrapassarmos as barreiras da indiferença, dos preconceitos e do
ódio. Reforça a nossa visão dos últimos dias, quando todos os cristãos
caminharem juntos para o banquete final e quando todas as lágrimas e todo o
desacordo forem vencidos pelo amor.
Amém. |