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PONTOS
DE REFLEXÃO
SOBRE A
VIDA MISSIONÁRIA CLARETIANA
Este subsídio
congregacional visa dar pistas, para cada pessoa reflectir sobre a sua vida
e preparar o encontro com o Visitador. Cada missionário claretiano, de
acordo com a sua realidade, idade, ministério, cargo, aprofunde as dimensões
que julgar mais apropriadas e dê a devida importância aos aspectos
fundamentais da consagração.
Teor das
Constituições CMF,
cap.º XVII -» Visitadores
128.
A visita dos Superiores Maiores é considerada, pelo Direito universal e
pelo nosso próprio, como um acto extraordinário de governo. Destina-se a
reforçar o vínculo da unidade na Congregação e a orientar a sua vida e
missão.
129. O Visitador tome
parte na vida quotidiana dos irmãos, procure conhecer os seus desejos e
dificuldades, ouça-os de bom grado e promova, deste modo, a cooperação
de todos para o bem do Instituto e da Igreja.
130. Nas vistas,
convoque-se a Reunião Plenária da comunidade, para fomentar a união e
fraternidade, definir e ilustrar a missão própria e especifica dessa
comunidade. Examine-se o cumprimento, ou não, dos planos anteriores e
elaborem-se os futuros projectos de vida e de actividades. Finalmente,
incentivem-se à fidelidade a inteligência e a vontade de todos.
131. As disposições
dos Visitadores constituem o resultado do diálogo entabulado durante a
visita. Para além das correcções e avisos que achem por bem fazer,
confirmem todos os irmãos na alegria da vocação missionária e ofereçam à
comunidade novos estímulos e sugestões pastorais.
132.
O Superior Geral, pelo menos uma vez cada seis anos, faça a visita às
Casas e Residências da Congregação, por si ou por meio de um Delegado,
com esmerada solicitude. Visite pessoalmente, na medida do possível, e
com maior frequência, a Cúria e as Casas de formação das Províncias.
Ver também
Directorio C.M.F., nn. 472, 474, 411.
PONTOS DE REFLEXÃO SOBRE A VIDA MISSIONÁRIA CLARETIANA
1. Nível de
satisfação pessoal
«A maior riqueza da
Congregação são as pessoas. Cada uma delas vale pelo que tem de
autobiográfico e intransferível. Pela fé, descobrimos na pessoa de cada
claretiano a imagem de Deus, uma novidade inesperada do Espírito, uma
vocação missionária que é graça para o mundo»
(CPR 49)
Saúde:
Ø
A minha saúde é satisfatória, ou tenho alguma doença?
Ø
Tenho cuidado comigo mesmo, física e psicologicamente?
Ø
Sinto-me atendido? Cuido dos outros? Ajudo-os a estar bem e a ser felizes?
Grau de satisfação vocacional claretiana:
Ø
Estou contente, sereno, ou descubro em mim algum desequilíbrio ou problema
grave?
Ø
Encontro-me bem no lugar onde estou e com o trabalho que desenvolvo?
Ø
Cultivo a fidelidade à minha vocação específica na Congregação, enquanto
Sacerdote, Irmão, Estudante?
Ø
Necessito algum tipo de ajuda, para viver mais satisfatoriamente a minha
vocação?
Integração na comunidade:
Ø
Sinto-me bem na comunidade?
Ø
Como são as relações fraternas?
Ø
Com que critérios nos tratamos?
Ø
Que faço para melhorar a comunhão fraterna?
2.
Espiritualidade pessoal
«O Capítulo verificou que
embora a maioria dos claretianos esteja bem integrada vocacionalmente,
nota-se nalguns uma certa desintegração, resultante da separação entre fé e
vida, acção e contemplação. A vida de oração e o sentido de pertença
encontram-se muito debilitados; nalgumas comunidades a oração revela-se
rotineira e desligada da vida (situação do mundo, relações comunitárias,
actividades pastorais, compromisso com a realidade social e eclesial).
(…) Por isso, assumimos
como prioridade, o cultivo da própria vocação, em fidelidade às nossas
raízes evangélicas e carismáticas, expressas nas Constituições» (PTV 46
e 48).
Preocupação com a vida no Espírito:
Ø
Como estou a cuidar da minha vida espiritual?
Ø
Como ouvinte e servidor da Palavra de Deus, leio a Sagrada Escritura e
medito sobre a Palavra de Deus?
Ø
Leio as Constituições, nosso projecto de vida e de missão?
Ø
Contemplo a figura de Claret e familiarizo-me com os seus escritos e com
outras obras claretianas?
Ø
Procuro decifrar os sinais a partir da fé?
Ø
Partindo da missão e do serviço missionário da Palavra, centro a minha vida
espiritual nas opções feitas pela Congregação e pela Província?
Ø
Concilio acção e contemplação?
Ø
Que nível de exigência procuro ter, para dar resposta ao chamamento à
santidade?
Ø
Que lugar ocupam, na minha espiritualidade, o Mistério Pascal, a
Reconciliação, a Eucaristia, a Filiação Cordimariana?
Oração pessoal:
Ø
Faço oração? Sou fiel ao tempo definido nas Constituições?
Ø
Ajudo os outros a fazê-la com proveito, por exemplo, respeitando os
horários, criando clima de silêncio, partilhando e comunicando a fé e o
amor?
Oração comunitária:
Ø
Participo diariamente na oração comunitária? Esforço-me por prepará-la bem,
quando a oriento? Partilho, quando sou convidado a tal?
Ø
Que valor dou à oração litúrgica e à Eucaristia comunitárias?
Ø
Como vivo o retiro mensal? E o retiro anual?
3. Vida
comunitária
«Somos comunidade
convocada pelo Espírito para o anúncio missionário da Palavra… A Palavra de
Deus é tão essencial à comunidade como a comunidade o é à Palavra…
Proclamada por uma comunidade de irmãos que vivem unidos com Jesus (Mc 3,
14; Jo 17, 23) a Palavra do Reino será credível e atraente»
(SP 7).
«As nossas comunidades
estão chamadas a ser “lugares de vida”, a fim de atingirmos a nossa
plenitude pessoal. São-no quando: nos ajudam a recriar continuamente os
dinamismos que alimentam a nossa identidade e pertença: a oração, o diálogo,
o serviço, a colaboração na actividade missionária; se convertem em lugares
de acolhimento, busca de Deus, solidariedade e esperança» (PTV 17).
«Por isso, assumimos como
prioridade, fortalecer a comunidade como espaço vital e de compromisso
missionário»
(PTV 51).
Atenção às pessoas:
Ø
Reconheço e valorizo aqueles Missionários que, pela idade, saúde ou outro
motivo, colaboram no serviço da Palavra orando e sofrendo?
Ø
Ajudo os outros com a correcção e promoção fraternas, com o discernimento?
Ø
Que faço para melhorar a base humana da nossa convivência, integrando as
diferenças e superando o individualismo?
Pertença e disponibilidade:
Ø
Como manifesto a minha vinculação à comunidade, a minha colaboração com ela
e com a Província e a Congregação?
Ø
Na prática, como respondo, ao poder fazer com outros, em comunidade e na
Igreja, o que não podemos nem devemos fazer sozinhos?
Ø
Sinto-me membro de um corpo apostólico, de uma comunidade missionária
universal?
Serviço de animação:
«Os superiores locais
dediquem prioritariamente o seu tempo a animar o espírito missionário da
comunidade, a harmonizar a vida comum e a missão e a atender as pessoas»
(PTV 71).
Ø
Como é a minha relação com o Superior da Comunidade?
Ø
Tenho colaborado com o seu serviço de animação, com informação, diálogo,
corresponsabilidade, disponibilidade, espírito de serviço?
Programação e Reunião plenária da Comunidade:
«Acredito no Projecto
comunitário e na Reunião plenária como instrumentos essenciais para tornar
mais eficiente a nossa vida comunitária e missionária e vencer o
individualismo que nos empobrece»
(CPR 63).
«Esforcem-se todos por
participar nos encontros de programação, avaliação e de vida fraterna,
especialmente quando, por razões pastorais, vivam dispersos» (PTV 71).
Ø
Tenho participado na elaboração, cumprimento e avaliação do Projecto
Comunitário, no Orçamento da Comunidade e na programação das actividades?
Ø
Aprecio a Reunião comunitária como meio de organização e coordenação da vida
missionária?
Inserção da Comunidade no contexto social e eclesial:
Ø
Colaboro com os Pastores, principalmente no referente ao anúncio do
Evangelho, segundo o nosso carisma?
Ø
Partilho a missão com a Família Claretiana e colaboro com quem, a partir de
outros carismas, se entrega à causa do Reino, especialmente pessoas leigas
evangelizadoras e consagradas?
Ø
Comprometo-me na consolidação de uma Igreja que se torne credível pela
comunhão e participação, diálogo e serviço, solidariedade, justiça e
fraternidade?
4. Estilo de
vida, pessoal e comunitária
Fontes de inspiração:
Ø
A centralidade que o Reino tem na mensagem de Jesus Cristo, converte-se para
mim em critério fundamental de discernimento para a vida e missão?
Ø
As Constituições são, para mim, o eixo central de um novo impulso renovador?
Ø
Cresce em mim a consciência de que Deus está presente e age em todos os
povos, culturas, religiões e confissões cristãs (PTV 41)?
Ø
Integro, na minha vida e actividades, as riquezas espirituais, os valores
culturais dos diferentes povos e a necessária via do diálogo? Que lugar têm
nas nossas estruturas, instituições e na vida comunitária e provincial?
Ø
Aprecio e inspiro-me nos documentos congregacionais de renovação (MCH, CPR,
SP, PTV)?
Ø
Acolher a Palavra que nos torna discípulos, anunciá-la e dela ser
testemunhas constitui o núcleo da nossa espiritualidade, isto é, da nossa
maneira de seguir Jesus, profeta poderoso em obras e palavras com a força do
Espírito. Espírito do Pai e do Filho – Espírito também da nossa Mãe – é Ele
o centro integrador de todas as dimensões da nossa vida e missão?
Testemunho:
Ø
Na minha vida diária, admito formas de pensar e de agir que não correspondem
ao radicalismo evangélico que professo?
Ø
A minha consagração e vivência dos votos são a primeira palavra de
evangelização?
Ø
Deixo-me questionar pela Palavra de Deus e esforço-me por lhe dar resposta?
Ø
Vivo o Evangelho ao estilo de Claret ou limito-me a proclamá-lo?
Ø
Quais são os principais valores, e também as carências mais notórias, das
pessoas e comunidades? O que posso fazer para as melhorar?
Pobreza:
Ø
Posso dizer que o meu estilo de vida é pobre? E o da minha comunidade local
e provincial?
Ø
Em que se pode demonstrar?
Ø
Existe em mim generosidade, desprendimento, dedicação ao trabalho, comunhão
de bens, austeridade, transparência, co-responsabilidade, compromisso com a
justiça e solidariedade com as pessoas pobres, oprimidas, marginalizadas,
ameaçadas?
Ø
Partilho o que sou e tenho? Que é que me ajuda, ou dificulta, a fazê-lo?
5. Formação
permanente
Atitude perante a formação permanente:
Ø
Estou convencido da necessidade de estar sempre em processo permanente de
formação, para ser um ministro idóneo da Palavra?
Ø
Cultivo a atitude de discípulo, sempre à escuta, aberto às surpresas da
Palavra e do Espírito?
Ø
Sei ler a realidade como Palavra de Deus e escutá-la com atitude evangélica?
Tempo dedicado à formação permanente:
Ø
Tenho reservado tempo para ler e estudar os assuntos atinentes à vida e
ministério?
Ø
Tenho participado nalgum curso de renovação?
Conteúdos escolhidos:
Ø
A leitura diária e vocacional da Bíblia e o seu acolhimento como Palavra de
Deus para nós hoje – à maneira de Claret – são traço característico de
família, até ao ponto de nos identificarem como ouvintes-servidores da
Palavra?
Ø
Como cultivo a espiritualidade claretiana?
Ø
Com que conteúdos me preparo para assumir com responsabilidade as opções da
Congregação ou da Província, enquanto ministro da Palavra?
Meios usados:
Ø
Faço o meu Projecto Pessoal de formação, tendo presentes as dimensões
espiritual, física, psicológica, intelectual e apostólico-ministerial?
Ø
Em que colaboro para que, na comunidade, a formação permanente seja melhor?
Ø
Participo, segundo as minhas possibilidades, nas iniciativas locais,
regionais, nacionais, inter-provinciais ou generalícias?
Ø
Estudo os documentos da Igreja e da Conferência Episcopal Portuguesa?
6.
Compromissos de missão
«Se amarmos
apaixonadamente a Deus, a Nossa Senhora e aos irmãos, sentiremos em nós uma
força que nos fará vencer a timidez, o medo, os complexos, a tentação de
calar quando deveríamos falar. Assim o declarou o Fundador na definição do
Filho do Coração de Maria» (SP 17).
«A Nova Evangelização
precisa de instituições que sejam verdadeiros sinais» (SP 18).
Evangelização de vanguarda:
Ø
Aposto numa evangelização de vanguarda?
Ø
Preparo-me para enfrentar os desafios do momento actual?
Ø
Estou disposto a acolher os ministérios difíceis ou que tornam mais eficaz o
nosso serviço missionário?
Revisão de posições:
Ø
Penso que a revisão de posições está a ser feita de acordo com as
prioridades apontadas (PTV 26, 29, 37, 40, 45, 48, 51, 56, 63)?
Ø
Estou disposto a trabalhar em comunidades ágeis e desinstaladas, que
favorecem uma maior disponibilidade para o serviço da Vida?
Ø
Concordo que determinadas obras apostólicas sejam transferidas para outros
agentes pastorais, por termos cumprido já um ciclo evangelizador, ou por já
não desempenharmos adequadamente a missão claretiana?
7. Vida da
Província
Comunidade Provincial:
Ø
Tenho consciência de que somos discípulos de Jesus em Comunidade?
Ø
Que sentido e que expressão de pertença tem a minha comunidade local
enquanto parte de uma comunidade provincial e congregacional?
Ø
Que abertura há para a missão universal da Congregação?
Ø
Que faço para que a minha comunidade progrida no acolher, chamar e formar?
Ø
Parecem-me suficientes os meios que dispomos na Província para informação,
diálogo, participação, solidariedade, subsidiariedade e responsabilidade?
Ø
Como estamos a viver o bicentenário do nascimento do nosso fundador?
Pastoral vocacional:
Ø
Que consciência tenho da minha co-responsabilidade na pastoral vocacional?
Ø
Para além de rezar pelas vocações, convido, interpelo, acompanho algum
jovem, ou encaminho-o para o Dinamizador Vocacional Local ou para a Equipa
de Pastoral Juvenil Vocacional?
Ø
Que atenção provincial é dada a este assunto? E se, dentro em pouco,
deixarmos de ter membros suficientes para sermos Província e levarmos por
diante a missão?
Ø
Que sugestões apresento, neste campo, ao Governo Provincial?
Formação inicial:
Ø
A formação dos jovens estudantes claretianos, quer estudantes quer irmãos
missionários, é considerada um verdadeiro processo de iniciação para a
missão?
Ø
A iniciação no ministério da Palavra é um dos aspectos nucleares, entendido
como um autêntico modo de ser, de agir e de significar?
Ø
A capacidade de silêncio, de escuta, diálogo, discernimento e análise das
diversas sociedades, culturas e religiões está a ser desenvolvida nos jovens
missionários? E a abertura à missão universal? Fomentam-se a
disponibilidade, a itinerância e o estudo das línguas?
Formação especializada e permanente:
Ø
Como avalio a formação especializada e permanente a nível provincial?
Vida missionária:
Ø
Como estão organizados os ministérios da Província? Existe disponibilidade e
abertura das pessoas para a missão “ad
gentes”?
Ø
A que se está a dar importância na Província e não se devia dar?
Ø
O que é que está a faltar e se deveria dar importância?
Ø
Que espaço se está a dar às pessoas leigas nos nossos compromissos
missionários?
Economia da Província:
Ø
Existe credibilidade no testemunho pessoal e colectivo de pobreza?
Ø
A comunhão de bens pauta-se pela generosidade e seriedade?
Ø
Existe transparência e fidelidade no uso e na administração dos nossos
recursos?
Ø
Em que estão a ser investidos os bens da Província: pessoas, formação
inicial, apostolado, obras, saúde, vocações, publicações, missões?
Ø
Como colaboro na angariação de recursos, fundos, bolsas de estudos, missas,
trintários para apoio à formação (inicial e especializada) e à nossa
evangelização?
Governo da Província:
Ø
O Governo Provincial está a prestar atenção às pessoas, comunidades,
instituições e obras que nos estão confiadas?
Ø
De que modo poderei colaborar na elaboração do Projecto Missionário da
Província?
Ø
Como participo na consolidação da Delegação Dependente de Angola e São Tomé
e Príncipe?
Ø
As Prefeituras provinciais funcionam adequadamente? E as Equipas, Comissões,
Secretariados e Departamentos constituídos?
Ø
Tenho alguma sugestão a dar para um melhor serviço de animação e governo?
Família Claretiana:
Ø
Que se poderá fazer para melhorar a relação com os outros membros da Família
Claretiana?
C M F
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Um
Filho do Imaculado Coração de Maria
é um
homem que arde em caridade
e abrasa por onde passa.
Deseja eficazmente e procura por todos os meios
inflamar o mundo inteiro no fogo do amor divino.
Nada
nem ninguém o trava. Goza nas privações.
Atira-se ao trabalho. Abraça o sacrifício.
Compraz-se nas calúnias e alegra-se nos tormentos.
Seu
único desejo é seguir e imitar Jesus Cristo
em
trabalhar, sofrer, e procurar sempre e em tudo
a
maior glória de Deus
e a salvação da Humanidade.
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missionários claretianos
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