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Em Vic celebramos, com Claret, o seu aniversário
Meses de preparativos
precederam uma festa sem igual. Como em qualquer festa não
faltaram: o homenageado, os convidados e razões para celebrar…
Não é todos os dias que se
celebram duzentos anos. No bicentenário do nascimento de Santo
António Maria Claret reunimo-nos em Vic duzentos jovens para
festejar e partilhar esta data tão especial. Horas antes, e,
para alguns, até dias, já o caminho tinha começado como quem se
assume como peregrino. A meta era o “VIC encuentro07”, a chegada
ao Km 0, onde Claret há muito, já nervoso – mas com um
grande sorriso -, esperava todos os convidados.
Nos dias 1 a 4 de
Novembro, alguns dos lugares que foram mais significativos na
vida de Claret voltaram a ser “pisados” e contemplados por
jovens, vindos das várias comunidades claretianas da península
Ibérica, que aproveitaram a oportunidade para contagiar-se com o
mesmo espírito do fundador.
Na organização estiveram
os diferentes ramos da Família Claretiana (Missionários
Claretianos, Missionárias Claretianas, Filiação Cordimariana, e
Missionárias da Instituição Claretiana) que souberam formar uma
equipa coesa. Foi bom ver toda a família em missão partilhada!
Uma palavra de especial agradecimento para a família claretiana
da Catalunha, de modo especial as Missionárias da Instituição
Claretiana, os responsáveis da casa de espiritualidade de Vic e
a comunidade de Sallent que tudo fizeram para nos acolher.

Na tarde noite de
quinta-feira (dia 1) foi o acolhimento e encontro de tantos
jovens de lugares tão diferentes que partilhavam um mesmo
espírito – celebrar o dom de Claret nas suas vidas - no Km 0.
Por isso mesmo, apesar do cansaço da viagem, antes do descanso
tivemos a oportunidade de orar junto do túmulo de Claret, como
quem toca as origens e se deixa interpelar por um testemunho que
continua vivo.
Sallent, terra natal de
Claret, foi o nosso primeiro destino. Durante toda a manhã
caminhamos ao encontro de Maria, ela que tanto marcou a vida e
missão de Claret ao ponto de ele acrescentar «Maria» ao seu
nome, como expressão do seu ser mais autêntico. Durante essa
caminhada que Claret tantas vezes percorreu, junto com a sua
irmã, fomos convidados a contemplar e orar as maravilhas que
Deus foi realizando ao longo da nossa vida a partir da forma
como Claret o experimentou. Foi um dom de Deus poder tomar
consciência e partilhar com os companheiros de caminho os
mistérios que Deus vai realizando nas nossas vidas.
No fim do caminho, Nossa
Senhora de Fusimanha, na pobreza e humildade, que tornam tão
bela a sua companhia, aguardava sorridente, cada um dos
convidados à festa de um dos seus mais fies amigos. Enquanto a
eremita se encheu com o cântico do magnificat pudemos estar
pessoalmente e cara a cara com Maria nossa mãe. Ali estava Ela,
disposta a escutar e partilhar, a velar e acompanhar o nosso
caminhar como discípulos do seu Filho.
Durante a tarde, a
comunidade de Sallent abriu-nos as portas daquela que foi a casa
de Claret. Ali onde o santo aprendeu a tecer os primeiros sonhos
com os dons recebidos de Deus, também nós tivemos oportunidade
de redescobrir e partilhar alguns dos dons com os quais
esperamos ser capazes de tecer a nossa história. Junto do seu
berço, e sempre com o ambiente da tecelagem como pano de fundo
contactamos com as raízes mais profundas deste santo de pequena
estatura mas capaz de grandes obras.
Na Igreja onde Claret
tantas vezes anunciou a boa notícia de Deus Pai, nós
experimentamos, na eucaristia, a alegria de ser filhos em Jesus
Cristo. À noite, já em Vic, tivemos a oportunidade de
experimentar a misericórdia de Deus e reorientar a nossa vida no
sacramento da reconciliação.

Sallent, Fusimanha, e
finalmente Vic. No terceiro dia do nosso encontro a actividade
da manhã pôs-nos em contacto com Claret fundador e missionário.
Tivemos a oportunidade de contemplar a cela onde um dia nasceu a
congregação, pudemos imaginar a sua vida e o seu zelo apostólico
olhando para os seus sapatos, alguns dos seus livros, a almofada
ensanguentada do atentado de Holguín… palmilhamos as antigas
ruas de Vic e perguntando pudemos escutar como os seus paisanos
catalães o consideram uma dos maiores evangelizadores do séc.
XIX na Espanha.
Por ultimo, durante a
tarde de sábado, celebramos a grande festa de aniversário.
Participamos numa Gala que pretendia unir o Espírito que animou
Santo António Maria Claret e tudo o que até hoje dele nasceu,
num ambiente de grande festa. Durante esta gala tivemos ainda a
oportunidade de contactar com os responsáveis gerias dos
diferentes ramos da Família Claretiana, que através de
vídeo-conferência nos deixaram o seu testemunho. Estivemos ainda
em contacto com diferentes encontros de jovens que, em lugares
tão díspares como Miami, Peru ou Paraguai, celebravam o mesmo
espírito claretiano. O Espírito fez-se presente para mostrar
através das música, da dança, do humor, o dom que é Claret para
a Igreja e para cada um dos presentes e ainda para animar-nos
nesta tarefa comum, a missão que é fonte de amor e alegria.
Depois desta bonita experiência que tivemos a dita de partilhar
é preciso continuar a arder a abrasar como nos disse tão bem o
P. Claret, “o fogo gera fogo”; sejamos chamas sem medo de
queimar, dispostos a incendiar o mundo no fogo do amor de Deus.
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