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Encontro de dinamizadores vocacionais – Dezembro de 2007
Nos dias 1 e 2 de Dezembro realizou-se, em Fátima, mais um encontro
nacional de dinamizadores vocacionais claretianos. Participaram 32
pessoas, representando os diferentes centros onde os Claretianos
desenvolvem a sua missão.
No âmbito da celebração do bicentenário do nascimento de Santo António
Maria Claret, a temática do encontro centrou-se na espiritualidade
claretiana.
O grande objectivo era dar a conhecer um pouco melhor a figura de Claret,
sobretudo a sua experiência de Deus e como esta pode servir para
iluminar a nossa vida e missão.
Assim, com a ajuda do P. Abílio Ramos, procuramos descobrir o que é a
espiritualidade. Frente uma espiritualidade, tão de moda nos nossos
dias, que aparece como uma fuga à realidade e aos seus problemas, o P.
Abílio, partindo de uma antropologia integral e assumindo o princípio da
encarnação, procurou ajudar-nos a descobrir que a espiritualidade se
vive na realidade do quotidiano. Nesta perspectiva, a espiritualidade
designa a presença de Deus na vida humana, define-se como a vida segundo
o Espírito, é uma forma de estar na vida deixando-se guiar pelo Espírito
de Cristo. Por isso, o cristão que vive espiritualmente deve refazer na
sua história pessoal a história de Jesus; deve apostar no seguimento de
Jesus e configurar-se com Ele. Se Jesus nos revelou que Deus é o centro
da nossa vida - n’Ele vivemos nos movemos e existimos - então podemos
afirmar que um homem ou uma mulher são espirituais, quando decidem fazer
dessa experiência misteriosa e comprometedora o sentido da própria vida,
o ponto de referência para todas as suas opções, o fundamento da sua
esperança.
Em seguida, o P. Carlos Candeias apresentou Claret como um homem marcado
por esta experiência de Deus. Partindo da apresentação dos seus dados
biográficos, procurou mostrar o seu itinerário espiritual, ajudando-nos
a descobrir como a sua experiência de Deus foi marcando as suas opções,
o seu estilo de vida, e fez dele, ao estilo dos profetas, dos apóstolos
e, sobretudo, de Jesus, um grande missionário.
Entretanto, o P. Joaquim Maia exortou os dinamizadores a ter em conta
alguns aspectos práticos importantes para o desenrolar das diversas
actividades ao longo do ano: nomeadamente, a preparação das catequeses
vocacionais, assim como a preparação remota de outras actividades
relacionadas com a Semana Vocacional Claretiana, que este ano pastoral
terá o seu encerramento na nossa paróquia de S. Sebastião, de
Setúbal.
Num segundo momento, retomando a temática da manhã, o P. Carlos procurou
apresentar a “frágua”, não apenas como expressão do itinerário
espiritual de Claret, mas como instrumento capaz de nos introduzir no
mesmo dinamismo de “vida no Espírito” de Claret.
Ao fim da tarde, diante do sacrário, tivemos a oportunidade de repensar
a nossa vida, nas suas encruzilhadas, e acolher o desafio, que o Senhor
nos faz, de viver a partir do mistério da Sua presença.
À noite, com a colaboração do P. Correia de Oliveira, a Idalina e a
Fanny, da Filiação Cordimariana, e ainda a Ir. Rufina, das Missionárias
de Santo António Maria Claret, descobrimos como esta vida no Espírito
de António Maria Claret deu origem e continua a marcar a vida de muitas
pessoas, numa família cada vez mais alargada: a Família Claretiana.
No dia seguinte, retemperadas as forças, os seminaristas ajudaram-nos a
rezar, a partir da oração apostólica de santo António Maria Claret, e,
de imediato, foi-nos proposto rever, durante a manhã, o nosso projecto
pessoal, à luz da experiência de vida de Claret e dos mecanismos que na
“frágua” nos são propostos para entrarmos neste dinamismo de vida no
Espírito, próprio de Claret.
Ao final da manhã, celebrámos, juntamente com a comunidade de Fátima, a
eucaristia. Foi um momento culminante, onde uma vez mais pudemos
experimentar esta presença misteriosa de Deus que, através da Palavra, e
do Pão e Vinho partilhados, nos quer fazer filhos à imagem do Seu Filho
Jesus, enviando-nos a anunciar a boa notícia do Seu Reino.
Depois do almoço, confraternizado com a comunidade de Fátima, chegou a
hora da avaliação e também da despedida.
Animados por estes dias de partilha em família, partimos para os nossos
lugares de origem, dando graças a Deus pelo dom da vida e pela vocação
de Claret, e procurando renovar a nossa fidelidade ao Espírito, que
diariamente nos interpela, nos desafios do quotidiano. |